Administração Trump intensifica pressão sobre Maduro, classificando o Cartel de los Soles como organização terrorista
A administração de Donald Trump elevou a pressão sobre o presidente venezuelano Nicolás Maduro ao designar o Cartel de los Soles como uma organização terrorista estrangeira. A medida, publicada na segunda-feira no Registro Federal, é a mais recente ação na crescente campanha da administração Trump para combater o tráfico de drogas nos EUA.
Há cerca de uma semana, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusou o Cartel de los Soles, ou Cartel do Sol, de ser “responsável pela violência terrorista” no hemisfério ocidental. No entanto, a entidade que o governo dos EUA alega ser liderada por Maduro não é um cartel propriamente dito.
Os venezuelanos começaram a usar o termo Cartel de los Soles na década de 1990 para se referir a oficiais militares de alta patente que haviam enriquecido com o tráfico de drogas. Conforme a corrupção se expandiu em todo o país, primeiro sob o falecido presidente Hugo Chávez e depois sob Maduro, o termo passou a ser usado de forma ampla para se referir a policiais e oficiais do governo, bem como atividades ilegais como mineração e tráfico de combustíveis.
Pressão sobre Maduro aumenta com ações militares e restrições a voos na Venezuela
A pressão sobre Maduro aumentou ainda mais com a visita do principal conselheiro militar de Trump, o General Dan Caine, a tropas americanas em Porto Rico e a um navio de guerra na região. A presença militar dos EUA na região e os ataques realizados contra barcos supostamente envolvidos no tráfico de drogas na costa sul-americana, que resultaram na morte de mais de 80 pessoas, são vistos por muitos como táticas de pressão para que Maduro renuncie ao cargo.
Além disso, a administração Trump também tem intensificado a pressão sobre a Venezuela com restrições a voos para o país. Diversas companhias aéreas cancelaram voos para a Venezuela depois que a Administração Federal de Aviação dos EUA emitiu um alerta aos pilotos para usarem cautela ao voar no espaço aéreo venezuelano devido ao agravamento da segurança e ao aumento da atividade militar. Seis companhias aéreas suspenderam indefinidamente os voos: TAP, LATAM, Avianca, Iberia, Gol e Caribbean.
Essas ações ocorrem em um momento em que a administração Trump vem intensificando a pressão sobre o presidente venezuelano Nicolás Maduro. A situação na Venezuela segue tensa e o desenrolar dos próximos eventos é incerto.