Dani Visco: arte em movimento e um só pensamento

A comunhão perfeita do corpo e a mente em foco perfeito para a composição do ator em qualquer obra em cena. Assim é Dani Visco!

, da redação do PS paulosergio Publicada no dia 12/09/2015 às 13:07 Atualizado às 13:25 do dia 12/09

Dani Visco

Dani Visco

O corpo. O movimento. A vida em pequenos detalhes no palco. O ator tem o corpo como ferramenta de transmissão, de comunicação, de protesto, de informação. O corpo. O toque. A respiração.

De volta às aulas de corpo, percebo a importância de estar sempre em dia. Sempre em movimento. Movimentos simples no compasso, no ritmo ou nem sempre.

Estar num palco dançando, se movendo, se comunicando. É mágico. Daniela Visco tira da gente o que há de mais incrível: a vontade de se superar, sem se machucar, respeitando os limites e fazendo acreditar que é possível.

Com o currículo recheado de grandes trabalhos, Dani é uma vitoriosa e divide suas conquistas com seus alunos. Procurando depoimentos de pessoas que trabalharam com ela, apesar de Nelson Rodrigues dizer que “toda unanimidade é burra”, nesse caso, a frase não condiz com a verdade. Todos dizem são unanimes sobre o encontro espiritual que tem com essa mulher.

“A Dani Visco trabalhou a parte corporal, que acabou me dando uma aula de espiritualidade. Foi uma preparação muito vasta e diferente. A Dani trabalhou a energia das cenas”, disse Déborah Secco sobre a preparação para o aclamado “Boa Sorte” onde interpreta uma portadora de HIV que acaba conhecendo o que é o amor durante um período muito triste da vida.

“A Dani proporcionou um encontro comigo mesmo”, eu diria a qualquer publicação que me perguntasse sobre a minha preparação como ator. Tive essa oportunidade. Estou tendo novamente. E estou aproveitando. É mágico. É mítico. É incrível!

Ela traz essa força, a proposta, de lá do cantinho em que ela se refugia. Ninguém sabe como e ao mesmo tempo é como se entendêssemos cada palavra, cada sensação vivida por ela.

Dani Visco consegue tirar da gente o mais alto poder de concentração, envolvimento em sala de aula, de forma que ninguém se dispersa e mantém a vibração como se fossem vários corpos e uma só mente.

Vale a experiência. Quando se tem um mestre que tem amor, paixão pelo que faz e entende que aquela sabedoria toda precisa ser dividida, o resultado é o verdadeiro aprendizado e, mais importante, paz.

Namastê!

Dani Visco com Monica Burity e Paula Águas na 10ª edição do projeto Sesc Solos de Dança. (Foto: Bruno Veiga)

Dani Visco com Monica Burity e Paula Águas na 10ª edição do projeto Sesc Solos de Dança. (Foto: Bruno Veiga)

Oscar 2015: Um breve resumo num comentário de Facebook

O que eu vi, como me comportei e o que eu achei da cerimônia do Oscar. Curto e grosso, simples e de fácil digestão, como num comentário no Facebook.

, da redação do PS paulosergio Publicada no dia 23/02/2015 às 10:56 Atualizado às 11:02 do dia 23/02

Alejandro Iñarritu recebe prêmio de melhor filme por "Birdman" (Divulgação)

Alejandro G. Iñarritu recebe prêmio de melhor filme por “Birdman” (Divulgação)

Eu assisti ao Oscar na noite deste domingo (22) e, ao contrário de muitos jornalistas e colunistas brasileiros, gostei do que vi. Mais pela cerimônia bem amarrada do que pela performance do host, o ator Neil Patrick Harris.

Ele mandou super bem no Tony, gosto dele fazendo como na abertura, mas a cerimônia privilegia o espetáculo. Por outro lado, acho que a questão da falta das piadinhas mais fortes e coisas do tipo – o que acontecia nas enfadonhas cerimônias protagonizadas pelo chato Billy Cristal nos anos 90 (tentaram ressuscita-lo em 2012 mas não deu muito certo) – é justamente por conta da globalização do evento.

Antigamente as piadas eram feitas só pra americano entender. Hoje, com internet, ficou tudo muito mais fácil. Eu curti o Neil lá. Fiz um comentário num post do meu amigo Jeff Benício sobre o Oscar e faço questão de reproduzi-lo aqui. Acho que resume muito bem o que eu vi, o que senti e o que eu acho que foi mal e foi bem.

“Não assisti com tradução simultânea porque perde a graça. O Neil é foda… a Gaga me surpreendeu. Jennifer Hudson me emocionou. John Legend também. Chorei com o elenco de Selma. Jared Letto tava muito ano passado. Matthew Mcconaughey me passou a impressão de que realmente não curte desodorante e fica com cheiro “natural” pra sempre…

Os prêmios foram OK. Surpreendeu Whiplash, não curti o Michael Keaton fazendo o tipo: “sou foda” na plateia, teve que engolir o Eddie Redmayne, fofo e emocionado. Juliane Moore é uma fofa e uma das minhas mais bacanas entrevistadas de todos os tempos – olho no olho e um puta sorriso.

Patricia Arquette também me emocionou, mas ela esqueceu que prêmios como ator e atriz coadjuvante tem um tempinho maior pra falar, me catapultou praquelas cerimônias que a orquestra começava a tocar alto em cima do vencedor. Deixaram ela falar tudo!! O Alejandro González Iñárritu mereceu, o Sean Penn é que foi um grosso e estupido ao perguntar quem deu o green card para o mexicano, não pegou bem.

Sobre mais um Oscar que bateu na trave para o Brasil? Puxa… Eu já sabia. Citizen Four foi quase um prêmio de protesto. Errou foi a tiazinha que fez o filme naquele vestido de bolinhas ridículo que até o Neil comentou!!! hehehehehe”

O dia em que fui parar no hospital: não estamos sós!

Síncope convulsiva… essa foi o resultado de muito estresse e da busca pela alegria. Mudança de vida à vista. Amigos, profissão e a volta por cima.

, da redação do PS paulosergio Publicada no dia 13/02/2015 às 9:49 Atualizado às 11:51 do dia 13/02

Eu pensei que esse dia estava longe de chegar. Confesso que, aos 38 anos, já me preparava para estar mais ligado à área de saúde por conta da idade que vem chegando. Sexo continua sendo o mesmo, ok. Mas atividade física, alimentação, tudo isso muda.

O dia em que fui parar no hospital começou, acredito eu, dias antes. Estive no Paraná, conversando com a minha mãe e comentei que não estava num clima muito bom de vida. Passar a vida sempre ativo, trabalhando, fazendo e acontecendo e, de repente, de uma hora pra outra, você se vê impotente, sem ação e parado… não é fácil.

Esses, com toda a certeza, são os responsáveis pelo dia em que eu fui parar no hospital. Comentei com minha progenitora que não estava me sentindo bem nessa situação, que estava pensando em voltar para o Paraná. Largar tudo. Recebi um não como resposta e uma injeção de ânimo como de praxe nessas conversas com minha mãe.

Depois de um tempo sem fazer absolutamente nada, apenas escrevendo meus textos – com menos frequência aqui para o site e mais frequência para a coluna no Terra, que é o que me mantém vivo e dentro do meio – voltaram os eventos da TV Globo.

Na terça-feira (08) aconteceu a gravação do especial do Rei, Roberto Carlos. Na área da imprensa tivemos uns comes e bebes – sem álcool – de primeira. Comi umas quatro porções de risoto. Na real, mini-porções. No dia seguinte, senti que aquele banquete não tinha me caído bem.

Ao sair de casa, depois de – mesmo mal – ter tomado um café, passei na farmácia e comprei uma Eparema. Tomei e tudo melhorou no estômago. Ótimo. A gravação do “Caldeirão” foi bacana. Reencontrei meu ex-chefe. Confesso que tive todos os tipos de sentimentos durante a gravação. Conheci alguém que me fez muito bem. E estava feliz. Feliz por estar no Projac, feliz por estar produzindo, feliz por estar me sentindo útil.

Depois de me despedir de todos, deixei o coleguinha Patrick Monteiro no terminal do Rio Centro. Foi quando uma tristeza muito forte me acometeu. Junto com ela, veio uma vontade incontrolável de chorar. Chorei. Antes um pouco disso, dessa sensação, um terço do meu olho esquerdo parece ter ficado em still. A imagem chegava até ali e como num efeito digital ela parava. Eu tapei o olho… o outro estava em perfeita função. Minha visão periférica tinha dado tilt.

Segui dirigindo pela rua do Rio Centro onde fica o tal terminal em que deixei o Patrick. Quando veio o sentimento de tristeza. O que aconteceu depois? Não sei.

Tive um lapso de memória. Um black out. Só recobrei os sentidos na Av. das Américas, quando os anjos do SAMU estavam me tirando do carro para me encaminhar para a ambulância. Segundo o relato deles mesmos, os frentistas viram o caro embicando no canteiro central da Av. das Américas e o motorista – no caso, eu – convulsionando.

Ao ouvir essa palavra, “convulsionando”, imaginei o pior. Logo senti minha língua toda dolorida… foi mordida. Estava com hematomas. Aos poucos fui entendendo tudo aquilo. Queria voltar para o meu carro. Os paramédicos não deixaram. Me perguntaram meu endereço, meus documentos, outras informações que consegui repassar sem atropelos. Mas ainda não conseguia me lembrar e me colocar naquela cena.

Não sei onde o carro parou e nem como parou. Até hoje não sei mesmo como ficou o carro naquela avenida por onde passam milhares de carros e ônibus do BRT.

O giroflex, os frentistas, alguns curiosos… as pessoas queriam saber o que estava acontecendo. Não sei como meu carro parou. Pediram as chaves. Eu dei a alguém que o estacionou no posto de combustíveis. Me devolveram as chaves. Os médicos queriam me levar para o Lourenço Jorge. E dois deles, percebendo que eu estava recobrando a consciência, perguntaram a possibilidade de me deixar em outro hospital, o que foi prontamente negado. São normas.

Com o balançar da ambulância, o estômago se transformou em protagonista. E eu pedi o baldinho. Naquele momento, coloquei o risoto, o pão que comi no Projac, o refrigerante e o meu café da manhã todo pra fora. Minha pressão estava altissima e foi baixando. Foi um alívio.

Consegui retomar a minha respiração. Consegui recobrar um pouco a consciência, mas a memória ainda não havia voltado completamente. Perguntas simples sobre de onde estava vindo e se eu usava drogas, ainda eram difíceis de responder. Naquele momento, pensava no que estava acontecendo sem entender ao certo ainda o que se passava. A cabeça estava bastante confusa.

Hoje, passados alguns dias, ainda não me lembro dos nomes da equipe que me atendeu. Eu fazia um certo esforço pra me comunicar da melhor maneira possível. Era difícil. Depois, fizeram um “acesso” com facilidade, minha veia estava ali para que começasse a entrada do soro já que eu estava muito desidratado.

Quando me encontraram no carro, eu não havia me urinado, mas estava suando muito. Pressão na estratosfera. Me lembro de ver alguns homens que logo identifiquei como sendo dos bombeiros. Eles perguntavam algo numa língua que eu não reconhecia.

Pensando em algo incrível: do Rio Centro até a Estação Interlagos, onde fui encontrado, é um trajeto e tanto. Não me recordo de nada. Relendo o texto que retomei há alguns dias, me lembro sim da extrema tristeza. Me lembro da falha na visão periférica, mas não me lembro do carro em movimento, do retorno e nem do momento em que minha vida parou.

Ao chegar no Lourenço Jorge, já rindo de algumas piadas dos paramédicos – que eu acho que faz parte para manter o paciente vivo – eu teria dispensado a cadeira de rodas. Mas ao me levantar veio a tontura. Entrei na cadeira de rodas e fiquei aguardando o chamado para que fosse liberado a minha transferência para o Barra D’Or.

Liguei para o Guilherme Costa. Meu amigo para todas as horas possíveis! Ele prontamente veio ao meu auxilio e me internou no outro hospital. Um leito no CTI de Neurologia me esperava. Minha vida parou mais uma vez. O que eu fazia naquele lugar? O que havia acontecido comigo? Entreguei meu celulares, meus pertences e me vi ali apenas com uma camisola de frente única – bem estranha, por sinal – e pessoas sendo monitoradas. A vida sendo vista em números e sons.

Logo me deu sono. Chegaram as primeiras lembranças: o Projac, o Rio Centro… Sono! Durante um período interminável de minutos – que não sei precisar o quanto – as pessoas me acordavam para me dar remédios, medir a pressão, furar o meu dedo, retirar sangue… Um médico veio conversar comigo e consegui contar algumas coisas sobre aquela noite.

Meu amigos me visitando no hospital

Meu amigos me visitando no hospital: gente do bem, fazendo o bem. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida, pode crer!

No dia seguinte, ainda no CTI, café da manhã, sorrisos das enfermeiras que brincavam comigo. Urinar no tal do “pato” era um suplício. Eu era o único paciente que se movia, conversava e podia sair da cama para tal façanha. Os médicos passavam e nada descobriam nos exames preliminares.

Ressonância magnética com e sem contraste, tomografia computadorizada, ecocardiograma, ecografia, ultrassonografia e até punção da coluna acabou rolando em busca de respostas. Nada! No terceiro dia fui transferido para o quarto. Algo simpático onde eu podia ter acesso ao computador e começar a escrever esse texto… falar com os amigos, recebê-los com mais tranquilidade. Contar isso que estou contando aqui.

Mas e o resultado, a investigação? O que aconteceu comigo? Foi um aviso do tempo? Afinal, um mês antes havia completado meus 38 anos. Os médicos chegaram a conclusão de que se tratava apenas de um “aviso” de estresse. Um choque de sensações: o estresse causado pelo meu dia-a-dia e a alegria de estar no Projac num momento de extrema satisfação, vivendo – mesmo que na plateia – um momento e uma situação que amo, a televisão.

Dois meses após o episódio algumas reflexões: sim, eu não estou só. Eu não vou desistir. Eu vou conseguir. Eu preciso me esforçar. Eu sei que eu posso!

Obrigado por quem rezou, por quem ficou na torcida. Estou bem. Estou feliz. Estou ainda na mesma situação de antes: somente como colunista do Terra e sem trabalhar no que amo: na televisão. Mas eu posso, vai acontecer, já está acontecendo e eu consigo.

Valeu! Duas datas pra comemorar: 08 de novembro e 10 de dezembro. Duas chances com 38 anos separando uma da outra. Por isso, só agradeço: Obrigado, meu Deus.

Laudo da Alta Hospitalar com o resultado preliminar de todos os exames que eu fiz.

Laudo da Alta Hospitalar com o resultado preliminar de todos os exames que eu fiz.

Aguinaldo Silva e a chave do sucesso de “Império”

Todos os personagens de Império em torno de uma única história: a do comendador José Alfredo.

, da redação do PS paulosergio Publicada no dia 29/12/2014 às 9:15 Atualizado às 9:15 do dia 29/12

Aguinaldo Silva e Rogério Gomes, o Papinha: autor e diretor de Império

Aguinaldo Silva e Rogério Gomes, o Papinha: autor e diretor de Império

Reviravoltas. Histórias quase inverossímeis mas que são possíveis de acontecer sim. Tudo muito bem amarrado com um elenco que faz qualquer um acreditar que estão todos lá, perambulando pelas ruas do Rio de Janeiro.

Assim é “Império”. Seis meses em três dias e tudo muito bem explicadinho. Um troca-troca de atrizes sem alterar o rumo de uma trama desenhada desde o início e que prende, inebria e, como na música, entontece às vezes por conta das idas e vindas das personagens.

Aguinaldo Silva deve ser tratado como um gênio da dramaturgia dos tempos modernos. Quem teria a ideia de transformar a vilã – que tinha uma aceitação incrível como Nazaré Tedesco, por exemplo – na versão mais jovem dela mesma por conta dos problemas de saúde da grande profissional que estava dando vida à personagem?

Alexandre Nero disse que parecem ideias saídas da cabeça de Lewis Carrol. Poderia! Mas é da cachola de Aguinaldo Silva. Um anel, uma morte fingida, uma herdeira bastarda, uma situação de homofobia que acaba se misturando com a trama principal. Não existem histórias paralelas e muito menos concorrentes, existe apenas uma história: a do homem de preto que criou um “Império”.

É como naqueles novelões dos anos 80 em que no final todos os personagens se cruzavam. Lorraine já esteve na mansão da imperatriz. O amacio dela é funcionário da Império, a fábrica de joias da família. Te faço um desafio: qualquer personagem que você citar vai ter uma conexão com o comendador. Esse é o mote de Aguinaldo. Todos em torno do assunto principal.

Por isso, todos querem saber o que vai acontecer nos capitulos decisivos, na reta final. Pode-se esperar o vazamento de tramas paralelas, mentirosas, pra desviar a imprensa e gerar surpresa. Porque Aguinaldo Silva é assim!!!

Como ele disse na coletiva de imprensa, ele está cumprindo o prometido: um novelão!

Fim de papo: que Deus ilumine o Brasil!

Deixando o chororô de lado, vamos fiscalizar. Vamos cuidar do Brasil e fazer valer o que mostramos na urna: metade do Brasil não está satisfeito com o governo atual e clama por mudanças.

, da redação do PS paulosergio Publicada no dia 27/10/2014 às 8:49 Atualizado às 8:49 do dia 27/10

Collor e Dilma: companheiros!

Collor e Dilma: companheiros!

Quero encerrar as discussões sobre isso ou aquilo da política. Não esquecendo de tudo que passamos nos últimos meses, sem esquecer das denúncias, do meu desemprego, das promessas… Encerro o chororô.

Tem gente que chora quando o time perde o campeonato estadual ou o brasileiro. Tem gente que se mata por causa de time de futebol. E os caras continuam ganhando milhões e não estão nem aí para os torcedores. Eu choro por algo um pouco mais nobre, que pode sim influenciar na minha vida. Choro por causa do meu país. Não votei no segundo turno? Ok! Mas estou pronto para fiscalizar. 

Se já tiramos um correligionário de Dilma do poder, o senhor Fernando Collor – que a apoia nesse momento e deve ocupar algum cargo no segundo mandato – podemos tirar um presidente novamente. Mas vamos deixar acontecer. Tem promessas, tem denúncias, tem uma série de fatores que podem nos levar para as ruas novamente.

Que meus amigos voltem para o meu convívio e me ajudem a entender essa que está aí mais uma vez para dirigir o país. Que Deus me ajude a me colocar no mercado de trabalho e que eu não tenha que recorrer ao Pronatec – já que sou um profissional qualificado como aquela economista que questionou Dilma no debate da Globo. Que eu possa honrar com as minhas contas, que eu tenha poder de compra pra ter ao menos leite e pão na minha mesa, senão vou recorrer ao Bolsa Família.

Deixando a brincadeira de lado, que Deus ilumine o Brasil. Que a justiça apure todas as denúncias e que os culpados sejam condenados e os verdadeiros heróis da nação tomem conta do meu país junto com a metade da população que discorda do resultado das urnas nesse pleito.

Viva o Brasil.

Acabou… é o fim de uma era!

Chega ao fim a rede social pioneira no segmento, o Orkut. Agora é possível acessar as comunidades numa espécie de mausoléu online.

, da redação do PS paulosergio Publicada no dia 30/09/2014 às 10:10 Atualizado às 10:35 do dia 30/09

Orkut

Na página do Orkut é possível ter acesso às comunidades

Quem nunca…

– entrou numa comunidade pra saber se seu amigo compartilhava dos mesmos gostos ou pensamentos;

– publicou anonimamente uma fofoca naquela comunidade só pra esquentar a relação com o namorado;

– ficou horas lendo posts de pessoas confessando anonimamente pecados inconfessáveis;

E por aí vai. Isso tudo numa das redes sociais mais populares do mundo, o Orkut. Nesta terça-feira (30), o Google deu um fim ao parceiro de milhões de pessoas mundo a fora. O que restou foi um mausoléu com as mais impagáveis comunidades que fizeram a felicidade de muitos. São 120 milhões de tópicos e mais de 1 bilhão de interações. “Eu adoro acordar cedo”, “Sou lindo, e daí?”, “Eu confesso”, “Molho o pão no leite com café”… entre tantas outras com nomes e frases improváveis. São 51 milhões de comunidades que disputavam uma com as outras o título de mais populares.

No cantinho direito do perfil das pessoas dava pra saber muito sobre ela apenas olhando quais eram as comunidades assinadas. Era um termômetro para aceitar ou não aquela pessoa. Fora os indicativos se ela era legal, sexy…tudo muito divertido.

Mas os tempos mudaram. As pessoas agora curtem ou compartilham. Algumas aderiram à sucessora do Orkut no próprio Google, o “Google+”. Não pegou, mas existe um crescimento contínuo de pessoas que preferem o Plus do que o próprio Facebook. As empresas sim usam todas. As redes sociais são fontes inesgotáveis de pesquisa e preferencia do público consumidor. E a política? A mesma coisa. No Orkut o debate era mais aberto e direto. No Facebook parece ser mais restrito, mas existem os “grupos” – abertos ou fechados – que reunem pessoas  afins, mas ficaram com cara de confrarias.

Vou sentir falta dos “testimonials” – porque demoraram uma vida para traduzir o Orkut e o termo pegou. Pessoas ficavam orgulhosas de ver os melhores amigos escrevendo textos muito pessoais uns sobre os outros. Os que eram feito sob encomenda não tinham o mesmo sabor daqueles que surgiam de surpresa. E essa ferramenta também se transformou na forma de conversar em “privado” entre usuários.

Vez ou outra rolava um ato falho e alguém acabava publicando um testemunho que na realidade era um bate-papo mais íntimo.

Vamos sentir falta do Orkut? No fim das contas, já existem outras redes, aplicativos, coisinhas no celular, no computador, em toda parte que já nos faz esquecer que vivemos felizes de janeiro de 2004 até os últimos dias de setembro de 2014.

Valeu, Ortkut!

Site faz comparações entre fanpages do Facebook e exibe gráficos

Ferramenta faz comparação e mostra o que seus amigos curtem no Facebook.

, da redação do PS paulosergio Publicada no dia 16/09/2014 às 15:18 Atualizado às 15:19 do dia 16/09

Tudo começou por conta de uma pergunta simples: “em quem meus amigos do facebook vão votar para presidente?”. Foi a partir daí que Gilberto Knutzz decidiu montar uma ferramenta que é pura diversão. O Pollztat é um analisador de curtidas e gera um gráfico interessante com base no que seus “amigos” estão curtindo no Facebook.

“Ultimamente tenho trabalhado no desenvolvimento de uma aplicativo para Facebook e brincado um bocado com a API da rede social, e resolvi bolar esta ferramenta, de uso bem simples, e que permite a qualquer pessoa com uma conta no Facebook, fazer uma pesquisa instantânea com os amigos”, explica o inventor da ferramenta na própria página.

O processo é muito simples. Basta fazer o login com a sua conta do Facebook – se acalme que ele não vai publicar nada sem a sua autorização – e depois fazer a inserção das fanpages que você quer comparar. Por exemplo, resolvi fazer uma comparação simples entre as cinco mais importantes emissoras do país: Globo, SBT, Record, BAND e RedeTV!. O resultado me deixou um pouco chateado. Eu imaginava que a BAND – entre os meus amigos – teria muito mais força. Que nada!! A RedeTV! não está na lanterna e sim a BAND.

A Globo leva e melhor entre meus amigos. Mas a BAND que deveria ter um percentual maior - eu acredito - ficou na lanterna. (Reprodução / Pollztat)

A Globo leva e melhor entre meus amigos. Mas a BAND que deveria ter um percentual maior – eu acredito – ficou na lanterna. (Reprodução / Pollztat)

A pesquisa não é científica, mas depois desse resultado pode ser que meus amigos mudem de ideia. Claro que muitos deles curtem uma ou mais das emissoras pesquisadas. Mas a brincadeira está só começando e vale a pena gastar um tempinho fazendo gráficos e mais gráficos. Que tal experimentar uma comparação entre as telenovelas? Ou entre os seus artistas preferidos? Olha só a preferencia dos meus amigos em relação à eterna briga de cantoras brasileiras: Claudia Leitte e Ivete Sangalo.

Ivete Sangalo tem mais curtidas que Claudia Leitte (Reprodução / Pollztat)

Ivete Sangalo tem mais curtidas que Claudia Leitte (Reprodução / Pollztat)

Corre lá e faça a sua pesquisa também: http://pollztat.com

Christian Chavez vence em noite de fracas atuações no “EASE”

Apresentações fracas num programa que tinha tudo para decolar no terceiro episódio.

, da redação do PS paulosergio Publicada no dia 09/09/2014 às 1:17 Atualizado às 1:20 do dia 09/09

Esse Artista Sou Eu

A cada episódio que passa o telespectador fica esperando mais e mais dos participantes do “Esse Artista Sou Eu”, do SBT. Depois de uma evolução entre o primeiro e o segundo episódio, dessa vez, no terceiro, parece que tudo desandou. As apresentações estavam muito amenas. Apenas dois destaques: Léo Maia – que interpretou o pai e recebeu até maquiagem especial para ficar mais “gordinho” – e Christian Chavez.

Nas redes sociais dizem que rolou uma “treta” entre os dois durante o programa que teria sido “abafado” pela produção. No momento de dividir os pontos entre os participantes, Rosemary aponta para Léo Maia e diz que ele “há de convir” que Christian Chavez deu o show, para o delírio das fãs que torcem fervorosamente para o “Pollito”.

Foi só na apresentação final que deu para ver todo o trabalho vocal do participante. Na apresentação “valendo”, muito efeito, muita “alegoria” no tratamento das vozes, deixou a desejar. O mesmo aconteceu na apresentação da “drag queen” que chamaram de Cher, interpretada por Marcelo Augusto. Foi divertido, mas longe do que é a proposta do programa.

A edição desta segunda-feira (08), mostrou que Syang não pode fazer a esperada “Britney Spears”. Ela mandou um recado que diz que está passando por sérios problemas pessoais e não teria como estar no programa. Ninguém deu detalhes sobre o que aconteceu com a cantora. Marcio Balas – que continua com a voz estridente e anasalada – informou que ela vai se apresentar na semana que vem. Por conta do W. O. da noite, ela ganhou quatro pontos de todos os jurados.

No placar final deu Christian Chavez, seguido de Léo Maia. Agora é esperar pelas apresentações da próxima segunda: PSY, Beyoncé, Gal Costa, Jair Rodrigues, Britney. Li Martins vai interpretar a drag queen austríaca, Conchita Wurst. É esperar para ver. Rihanna com toda certeza ficou chateado com a apresentação de Lissah. Ela se esmerou nos vocais, mas nem de longe deu para pensar que se tratava de Rihanna no palco.

Léo Maia tem a redenção no segundo episódio de “Esse Artista Sou Eu”, no SBT

Léo Maia entra no jogo e lidera depois de uma apresentação primorosa como Ray Charles. Ex-Rouge ainda faz feio e passa carão.

, da redação do PS paulosergio Publicada no dia 02/09/2014 às 12:40 Atualizado às 12:40 do dia 02/09

Ray Charles por Léo Maia no "Esse Artista Sou Eu" (Reprodução)

Ray Charles por Léo Maia no “Esse Artista Sou Eu” (Reprodução)

Hoje pela manhã assisti à integra do “Esse Artista Sou Eu”, o segundo episódio. Confesso que me empolguei muito depois que vi o primeiro, apesar de ter visto muita gente participando sem colocar o seu “eu” de verdade no projeto. Resolvi dar uma segunda chance para alguns dos participantes. E para a minha supresa, Léo Maia foi o cara que mais encantou – tanto é que venceu o segundo programa.

“Eu cheguei aqui e estava realmente sentindo uma vibração diferente”, disse ele logo depois da fantástica interpretação de Ray Charles. Os preparadores, o figurino e a interpretação tanto vocal quanto cênica foram incríveis. Um programa como esse coloca o “artista” a toda prova. Não é para qualquer um.

Christian Chavez é o Village People, no "Esse Artista Sou Eu" (Reprodução)

Christian Chavez é o Village People, no “Esse Artista Sou Eu” (Reprodução)

Se houve erros na escalação? Pode ter havido, mas esses seres errados tem tempo para se redimir. No caso do Léo Maia, que eu disse que não deveria ter saido de casa na semana passada, foi mais que se redimir, foi uma redenção. Impressionante!!

O que falar do queridinho da audiência, o senhor Christian Chavez? Tinha tudo para ser o mico da noite e se transformou no resumo do que é o “Esse Artista Sou Eu”: estar no palco e fazer o telespectador esquecer o imitador e só ver o imitado. Foi o que fez Rosemary na semana passada – e conseguiu chamar a atenção nessa semana com a sua Carmen Miranda – mas não foi páreo para os dois grandes da noite: Christian e Léo.

Li Martins realmente não entrou na brincadeira. Ela, que ficou em cartaz por 18 meses com a montagem de Miss Saigon – um clássico dos musicais internacionais e que foi sucesso de critica e de publico – não leva a sério o programa. Apesar do figurino e da coreografia, Lissah não coloca a projeção vocal como deveria ser. A voz da Anitta que ela interpretou ficou pequenininha.

Entre os jurados, a unanimidade de Leo Maia, foi ofuscada pela visão equivocada de alguns deles que deram excelente pontuação para a ex-Rouge. Entre ela e Vanessa Jackson – que fez uma irreconhecível Whoopi Goldberg, mas com uma potência vocal sensacional que nos colocou dentro do “Mudança de Hábito” – a segunda teve muito mais espírito esportivo. Vanessa se emocionou com o vencedor da noite que deu à ela os cinco pontos dos participantes.

Vamos ver o que nos espera na semana que vem, quando Syang vai interpretar Britney Spears, Li Martins será Rihanna e Marcelo Augusto – que fracassou dessa vez como Elvis – será Cher. Veremos no palco ainda Elis Regina, banda Kaoma – aquela do “Chorando Se Foi” – e Justin Timberlake.

Ray Charles por Léo Maia no "Esse Artista Sou Eu" (Reprodução)

Ray Charles por Léo Maia no “Esse Artista Sou Eu” (Reprodução)

Todos nós podemos ser o Téo de “Império”

Fazer fofoquinhas virou diversão no smartphone com o “Secret”

, da redação do PS paulosergio Publicada no dia 11/08/2014 às 19:45 Atualizado às 19:51 do dia 11/08

Paulo Betti é o blogueiro Téo. Letícia Birkheuer é a fotógrafa Éricka que trabalha para ele.

Paulo Betti é o blogueiro Téo. Letícia Birkheuer é a fotógrafa Éricka que trabalha para ele.

Desde que entrou no ar “Império” vem chamando a atenção por todos os temas secundários que estão sendo tratados com maestria pelo autor Aguinaldo Silva. Além da história do Comendador José Alfredo, casos que seriam de segundo plano, ganham “status” de primeiro nas redes sociais, nas esquinas e nos botequins.

Principalmente o caso do fofoqueiro profissional Téo Pereira (Paulo Betti). Ele quer mostrar aos leitores do blog dele o outro lado da vida de Claudio Bolgari (José Mayer) que é bissexual e mantém um relacionamento extraconjugal com um rapaz, o Leonardo (Kleber Toledo). O autor já disse em carta aberta em seu blog, que o assunto da “invasão de privacidade” é muito mais interessante do que se vai ou não haver beijo gay.

Pois bem, na esteira dessa discussão, chegou ao Brasil um aplicativo que já está tirando o sono de muita gente. Trata-se do “Secret”. De forma anônima, as pessoas vão colocando “fofoquinhas” ou até “bafões” sobre as pessoas. Os autores não se identificam. E os comentaristas também não. A não ser que queiram revelar a identidade deles ali, escrevendo na própria mensagem.

Secret-LogoO aplicativo está sendo alvo de processos envolvendo brasileiros que se sentiram ofendidos com a publicação de “fofocas” sobre eles. Segundo o consultor de marketing, Bruno de Freitas Machado, de 25 anos, publicaram fotos dele, divulgaram o local onde ele trabalha e disseram que ele participa de orgias e que é portador do vírus HIV. “São insinuações falsas e eu não sei porque estão fazendo isso!”, disse o rapaz à Folha de S. Paulo. O grupo de dez rapazes querem tirar o aplicativo das lojas da Apple e do Google.

O “Secret” mantém um cadastro dos usuários já que exige a confirmação dos dados de quem baixa via SMS, como acontece com o “WhatsApp”. O aplicativo foi criado por dois ex-funcionários do Google no início de janeiro, nos Estados Unidos. Só agora ganhou popularidade no Brasil.

O que acontece é que o aplicativo é a materialização da lendária personagem da série “Gossip Girl”. Sim! A divulgação da “informação” se dá inicialmente entre os amigos do “autor” da fofoca. Se alguém ali gostar, curtir ou comentar, a fofoca passa a ser dividida entre o grupo de amigos daquela pessoa. E assim por diante. Quer dizer, para que uma “fofoca” tome força é necessário convencer algumas pessoas que devem curtir e passar a fofoca adiante.

Fotos e recadinhos são publicados à todo tempo. A maioria das “fofocas” são na linha em que Téo Pereira publica em seu blog: sem citar nomes, cheio de insinuações e com cara da maldade. Algumas pessoas vão mais à fundo e publicam fotos. Outros usam o aplicativo para testar a popularidade.

Instalar o “Secret” no seu celular é se sentir dentro da trama de Aguinaldo Silva ou, fazendo parte daqueles sites e jornais com colunistas cheio de informações, que contam o milagre mas não revelam o santo em todas as ocasiões.

Telas do aplicativo (Reprodução)

Telas do aplicativo (Reprodução)

 

 

12