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Imigração

Número de aplicações para Cidadania Americana dispara na era Trump

Com o aumento das solicitações processos estão atrasados. Governo está autorizando horas extras e também contratação de pessoas para vagas disponíveis.

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Cerimônia de Cidadania em Los Angeles: disparada de solicitações. (The New York Times)

DA REDAÇÃO – A quantidade de processos que foram recebidos pelo Departamento de Cidadania e Serviços Migratórios, o USCIS, é tão grande que os prazos para a avaliação e entrega dos processos estão muito maiores e  com alguns atrasos.

Até o final de julho desse ano são mais de 708 mil casos pendentes no departamento. Para se ter uma ideia, de acordo com o jornal “The New York Times”, a culpa é das políticas imigratórias do novo governo do país. Entre outubro de 2016 e junho deste ano, mais de 783 mil portadores de Green Card aplicaram para obtenção da cidadania americana. No período anterior esse numero era um pouco menor: pouco mais de 725 mil.

Na semana passada, 3542 imigrantes participaram da cerimonia de naturalização que acontece dentro do Los Angeles Convention Center.

Com as promessas de Trump de construir um muro na fronteira e enrijecer ainda mais as políticas de imigração, 2016 se transformou no ano mais movimentado nesta década no quesito “naturalização”.

É a primeira vez em 20 anos que a quantidade de aplicações não diminuiu depois que um novo presidente assume o poder, de acordo com a analise do National Partnership for New Americans, uma coalisão de 37 grupos.

Num ano tumultuado como esse, somente o Green Card não é suficiente nos olhos de centenas de milhares de imigrantes que estão aplicando para o processo de naturalização, com o sentimento de proteger-se de serem deportados e também de ganhar o direito e o poder do voto.

“O sorteio da cidadania dos Estados Unidos torna-se mais poderoso quando você tem o ambiente político existe tem agora”, disse Rosalind Gold, diretora de políticas da Naleo Educational Fund, um grupo nacional bipartidário latino.

São aproximadamente 8,8 milhões de pessoas que podem se tornar cidadãos americanos, o que significa que eles tem residência permanente por ao menos cinco anos.

O governo autorizou que o pessoal do USCIS pudesse fazer hora extra para dar conta do tamanho da demanda. E ainda, solicitou que todas as vagas em aberto fossem preenchidas.

Imigração

ICE faz blitz em lojas de Orlando em busca de imigrantes indocumentados

Numa operação nacional, mais de 21 imigrantes indocumentados foram presos por trabalharem irregularmente.

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Agentes do ICE fazem batida em lojas do 7-Eleven em busca de indocumentados (NBC News)

U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) estiveram nesta quarta-feira (10) fazendo blitz em lojas de Orlando em busca de imigrantes indocumentados contratados irregularmente.

Segundo informações divulgadas pela WESH 2, o ICE estava fazendo buscas em lojas do “7-Eleven” espalhadas pela cidade. A ação é nacional e faz parte de uma força tarefa para deter a imigração ilegal.

Em Orlando, os agentes estiveram investigando quatro lojas. De acordo com a NBC News, os agentes de imigração do governo americano estiveram em dezenas de lojas “7-Eleven” antes desta quarta. Nessa ação já foram presas 21 pessoas. Essa é a “maior ação de combate ao trabalho de imigrantes ilegais desde que o presidente Donald Trump assumiu o governo”, disse uma fonte do ICE.

De Los Angeles a Nova Iorque, mais de 98 lojas de conveniência passaram por uma checagem de dados. Em Orlando, segundo o Canal 9, nas quatro lojas checadas ninguém foi preso. Todas elas tem seus próprios donos responsáveis pela franquia.

 

Os oficiais do ICE aproveitaram para deixar claro que esse é um aviso a todos os empresários que estão fora da lei contratando imigrantes indocumentados para trabalharem em suas empresas. Eles pediram que a população colabore com o ICE e mantenham contato reportando irregularidades.

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Imigração

Cresce o número de prisões e deportações na era Trump

Os dados mostram que 39 mil pessoas foram presas enquanto estavam tentando atravessar a fronteira.

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Reprodução Internet

DA REDAÇÃO – O número de imigrantes ilegais detidos ao longo da fronteira do sudoeste dos Estados Unidos cresceu em dois dígitos desde outubro, segundo novos dados divulgados pela U. S. Customs and Border Patrol (CBP), a polícia de fronteira americana.

Os dados mostram que 39 mil pessoas foram presas enquanto estavam tentando atravessar a fronteira em novembro, um aumento de 12% sobre o mês anterior e mais do que o dobro do número de detenções se comparado a março e abril.

A quantidade de menores desacompanhados também cresceu bastante em novembro, subiu de 26% para 45% de acordo com o CBP.

Esse número é o maior desde o mesmo período de 2016, sob o comando do ex-presidente Barak Obama. E é também o mais alto numero nessa administração.

Rotineiramente o presidente Donald Trump se vangloria da queda nos níveis de imigração ilegal durante o seu mandato.

As prisões de imigrantes aumentaram nos primeiros meses da administração Trump, já que os funcionários da U. S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) prenderam 21.362 imigrantes de janeiro a meado de março, um aumento de 32,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em novembro, a Associated Press divulgou que as deportações também aumentaram no último ano fiscal.

Esse foi o foco do advogado geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions além de que Trump continua insistindo na construção de um muro ao longo da fronteira dos Estados Unidos com o México.

“Sob a administração do presidente Trump, a imigração ilegal tem caído drasticamente em relação ao ano passado. Estamos trabalhando fortemente para manter a segurança das nossas fronteiras, aumentando a fiscalização interna e estabelecendo um novo sistema de imigração baseado no mérito”, disse a diretora de imprensa do Departamento de Segurança Interna, Tyler Houlton.

“Mas nós precisamos que o Congresso tome uma ação imediata para fechar as brechas da lei de imigração, construir o muro e encerrar programas de visto desatualizados e fornecer as ferramentas necessárias para que os funcionários do DHS realizem sua missão”, finalizou em entrevista ao jornal The Hill.

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Imigração

Imigrante ilegal acusa guarda de assédio sexual na cadeia

O guarda teria tocado repetidamente nos seios e nas pernas da detenta Laura Monterrosa. O FBI está investigando o caso.

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AP/Donna McWilliam, Pool

SAN ANTONIO, TX – O FBI diz que irá investigar as alegações feitas por uma mulher que foi presa no centro de detenção do Texas, de que teria sido estuprada por um dos guardas do lugar.

O bureau de investigação disse na última terça (12) que abriu uma investigação por direitos civis por conta das informações da detenta Laura Monterrosa, que está presa no T. Don Hutto Residential Center.

De acordo com o grupo de advogados associados que cuidam do caso, Grassroots Leadership, Moterrosa disse que o guarda repetidamente a tocou nos seios e nas pernas sem seu consentimento. Os advogados alegam que o ICE – U. S. Immigration and Customs Enforcement e o órgão responsável pelo lugar, a CoreCivic, não responderam às reclamações da detenta.

Monterrosa decidiu tornar o seu caso público para poder encorajar outras pessoas que possam ter sofrido o mesmo e seguir com um processo contra os agressores.

Grupos de direitos humanos nos Estados Unidos dizem que o governo americano não está fazendo nada para proteger os imigrantes que são abusados sexualmente. Um grupo em abril disse ter registrado 27 casos isolados e similares com o de Monterrosa.

O porta-voz do ICE se negou a comentar.

 

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