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“Sempre Nelson” é uma colcha de retalhos feita às pressas mas com bom resultado

Momentos memoráveis no delírio final de Nelson Rodrigues em cena na montagem dos alunos da Escola Wolf Maya, no Rio.

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Cena da montagem: "Sempre Nelson"

SEMPREUm Nelson Rodrigues “menino”, em seus últimos momentos de vida, louco por um cigarro, tem alucinações e vê seus personagens a seu redor. Essa é a história em torno de “Sempre Nelson”, a última montagem de 2015 da Escola de Atores Wolf Maya, no Rio de Janeiro.

Apesar de guiado por um competente Amado Ribeiro, o repórter que trabalhou com Nelson na redação dos noticiosos cariocas, o espetáculo se perde e deixa os desavisados que não conhecem a obra do autor sem entender o que se passa em cena.

O cenário é um dos pontos altos porém, poderia ser um pouco melhor. Em algumas posições na plateia – principalmente nas laterais – não é possível ver o que se passa dentro dos ambientes personalizados para cada uma das peças citadas no roteiro assinado por Oscar Saraiva.

Um acerto: a cenografia do espetáculo

Um acerto: a cenografia do espetáculo

Uma colcha de retalhos costurada pela narração de Amado Ribeiro (Victor Almeida) e com a encenação contida em cenários lúdicos que remetem à obra do dramaturgo.

A peça não é didática portanto, quem não conhece Nelson fica um pouco perdido. Para quem já tem uma certa intimidade com a obra dele chega a ser gostoso ver o desfile de personagens em cenas antológicas: Pola Negri de Vinicius Barros é um show a parte formando um núcleo de “Perdoa-me por me traíres” incrível com Armando Amaral – em dois papéis interessantes: Madame Luba e Deputado Jubileu, além da pobre e explorada Glorinha, de Sabrina Loureiro; Camila Murça é outro destaque que entrega bem sua Selminha de “O Beijo no Asfalto”, num momento ápice quando é estuprada na redação do jornal que difamava seu marido Arandir e Julli Roldão leva nas costas o seu “Anjo Negro” na medida certa da emoção.

Algumas atuações deixam a desejar talvez pelo processo de direção e inexperiência do jovem elenco. Ao buscar o tempo certo ou a emoção correta, alguns atores gritam em cena e perdem o melhor da festa: o texto muito bem escrito por aquele que é chamado de eterno.

O próprio Nelson (Higgo Gomes) – um menino perene aos 68 anos – tira proveito da atuação precisa de Victor Almeida e consegue um pouco de força apesar da fragilidade do espetáculo que peca também na iluminação de Pablo Cardoso. Momentos de completa escuridão demonstram a falta de tempo e de ensaio na realização da montagem.

Cena da montagem: "Sempre Nelson"

Cena da montagem: “Sempre Nelson”

No geral, “Sempre Nelson” é um espetáculo na medida, curto – pouco mais de quarenta minutos. Termina com uma situação que seria apoteótica: a morte do dramaturgo e um samba enredo escrito por Armando Amaral mas com pouco apuro na execução no palco: coreografia livre e desencontrada, instrumentação fraca e muito mal cantado. Se fosse uma escola de samba eles pecariam no quesito “harmonia”.

No quesito evolução, pouco se viu da estreia para a última apresentação. Um grande exercício válido para os integrantes do grupo e para a plateia como uma introdução à obra de um grande dramaturgo que merece todo nosso respeito.

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James Franco participa do “Halloween Horror Nights” no Universal Studios

Os atores participaram dentro do labirinto do filme “O Iluminado”, de Stanley Kubrick.

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HOLLYWOOD, CA – O ator James Franco e o amigo dele, o também ator Chris Bauer, participaram de uma das noites do “Halloween Horror Nights” do Universal Studios, em Hollywood.

Eles assustaram muita gente dentro de um dos labirintos especialmente preparados para o evento desse ano. Franco e Bauer encarnaram o personagem de Jack Nicholson em “O Iluminado”, de Stanley Kubrick.

Os dois ensaiaram muito antes de fazer a interação com o público com direito a máscara e também um machado “fake”. Dentro do labirinto do filme, que reúne a recriação de cenários do clássico, saltam diversos Jack Torrance sobre os aventureiros. O que garante muitos gritos e sustos.

O Universal Studios divulgou o vídeo neste mês e o evento segue até o próximo dia 4 de novembro nos dois parques: Orlando e Hollywood.

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Garoto é internado com desordem alimentar causada por bullying na escola

A mãe de Liam O’Brien compartilhou o episódio no facebook e disse que o filho começou a sofrer com o bullying depois que entrou para o time de futebol da escola.

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Liam O'Brien: desordem alimentar e internação por conta do bullying na escola (CBS-NY)

NEW YORK, NY – Os pais de um garoto de Long Island disseram que o filho dele sofreu tanto com bullying na escola que ele acabou sendo hospitalizado por conta de uma desordem alimentar e depressão.

Num longo post no Facebook, Deidre O’Brien revelou que o filho dela, Liam, que acabou de completar 13 anos, sempre sofreu bullying desde que ele passou a fazer parte do time de futebol do Garden City Middle School, no último outono.

“Dois garotos disseram que ele era escroto e não deveria ter entrado para a equipe. Havia empurrões e chutes desnecessários. Ele foi informado de que ele era estranho, estava gordo, suas sardas eram estranhas, suas sobrancelhas eram estranhas. Eles usaram uma linguagem horrível e o chamaram de palavras desagradáveis ​​”, escreveu a mãe no Facebook. “Perguntei-lhe com que frequência aconteceu. Ele me olhou chorando e disse: “Mamãe todos os dias”.

O bullying foi tão grave que Liam desenvolveu um distúrbio alimentar e foi hospitalizado nas últimas cinco semanas. Ele desistiu do telefone, parou de ver amigos e perdeu o interesse pelo futebol. O’Brien disse que começou a comer menos e perdeu 10 quilos em cerca de um mês durante o verão. No mês passado, depois de ter chegado em casa com um rosto machucado em seu aniversário, ele parou de comer e perdeu cinco quilos na primeira semana de escola.

“Ele adorava comer sanduiches delicatessen, Dunkin Donuts, e então simplesmente parou”, disse O’Brien.

A mãe disse ainda que pediram ajuda à escola em várias ocasiões, mas o bullying continuou. Liam simplesmente mudou o jeito de pensar e do amor que sentia pelo futebol ele passou a recusar-se repentinamente a jogar, tudo isso antes de recusar a comer.

Em um incidente no final do ano letivo, ela disse que seu filho lhe disse que tinha sido “perfurado” no caminho para o ônibus escolar.

“Eu relatei o incidente, mas nenhuma câmera estava naquela área particular do prédio e nenhum monitor viu alguma coisa”, escreveu ela na rede social.

O ‘Brien disse que só soube do bullying meses depois que começou porque “ele não queria chamar a atenção ou para que alguém pudesse entrar em problemas”.

O superintendente da escola, o Dr. Alan Groveman, disse que há um problema na identificação de certos tipos de bullying e a escola está trabalhando para melhorar isso.

“Eu acho que o sistema funcionou como era suposto, mas a situação falhou”, disse Groveman. “Eu não acho que o sistema falhou, acho que temos um problema para identificar certos tipos de bullying e é algo que estamos trabalhando”.

Groveman disse que não pode discutir detalhes do caso e que a escola tem tolerância zero para o bullying.

“Posso dizer-lhe que fazemos uma investigação minuciosa, mas só podemos saber quando alguém vem para verificar se alguma coisa realmente aconteceu. Isso não quer dizer que nada realmente acontecesse, é difícil quando não há verificação “, disse Groveman.

Alguns pais acham que a escola deveria ter feito mais.  “Eu acho que ele deveria ter sido sombreado, acho que talvez deveria haver uma reunião do corpo docente em que todos fossem colocados em alerta”, disse uma mãe.

Outra mãe na escola disse que a situação levou a conversa longa com o filho da sétima série. “Se você testemunhar algo, você deve ter ajuda ou obter ajuda, eu disse que você realmente tem duas opções, porque se os agressores não forem parados, eles continuarão a fazer o que estão fazendo”, disse ela.

“Você odeia ouvir isso acontecendo com qualquer criança e você deseja que as pessoas estejam mais conscientes e em sintonia.”

“Eu estava completamente perturbado e muito chateado e espero que a criança esteja bem”, disse outro pai.

Os alunos que são contra o bullying passaram a usar camisetas com os dizeres “Nós Apoiamos Liam” e também fitas laranjas em seus figurinos.

A escola disse que irá adicionar um recurso ao seu site onde pais e moradores possam anonimamente informar rumores que ouviram sobre ações de bullying e a escola responderá dentro de dois dias.

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Dicas

Como ter o seu visto americano fácil! Dicas infalíveis

Dicas muito simples para você chegar na sua entrevista e arrasar no consulado.

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Fila para entrada no consulado americano do Rio de Janeiro (Foto: O Globo)

Um dos grandes medos de quem vai viajar para os Estados Unidos é a entrevista com o agente consular. Essa entrevista é o temor de 10 entre 10 pessoas que passam pelo processo. Porém, depois de conseguir o tão esperado objeto de desejo, todos concordam que existem algumas dicas que são infalíveis.

Eu passei pelo processo. Desde sempre o medo foi o meu pior companheiro. Aos 15 anos, quando a minha turma toda foi para  Disney, eu achava que teria meu visto negado durante a entrevista no consulado americano em São Paulo. Passou o tempo, depois de tomada a decisão e de estar com o passaporte em mãos, fiz tudo rapidamente.

O passo-a-passo é simples:

  1. Você tem que preencher um formulário extenso no site do consulado. É o famoso DS-160. Ele é a base da sua entrevista. Lá estarão todas as informações sobre você e os motivos pelos quais você quer entrar nos Estados Unidos. Preenche com calma.
  2. Seja verdadeiro no preenchimento. Por mais que você esteja aumentando o seu rendimento, tente manter-se o mais fiel possível ao que você possui. Nem sempre uma renda muito alta é responsável pela aprovação de um visto. O agente consular vai levar em consideração uma série de fatores durante a entrevista que vão muito além do seu rendimento.
  3. Coloque todos os vínculos possíveis: casa própria, faculdade, emprego permanente, família. Tudo conta como vínculos com o Brasil.
  4. Seja sincero e informe o que você quer fazer por aqui. A dica é: venha visitar o Mickey e seja feliz na terra de Walt Disney. O agente consular vai querer saber se você quer mesmo ir gastar ou ganhar dinheiro nos Estados Unidos. A primeira é a alternativa correta. A segunda, só se você for um investidor, o que te enquadra num outro tipo de visto.
  5. Se está vindo estudar então, estude! Procure se adequar ao que pede o seu visto. Não caia na pegadinha que ele pode te lançar questionando a possibilidade de você ganhar um dinheiro extra nos Estados Unidos se você não está aplicando para um visto com Work Permit (permissão para trabalhar).
  6. Depois de preenchido você vai pagar uma taxa de U$160. Se você fizer o pagamento pelo seu cartão de crédito, automaticamente o sistema abrirá as datas para o agendamento da entrevista no consulado e a passagem de “credenciamento” pelo CASV.
  7. O CASV é o Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto, lá o procedimento é muito rápido. Normalmente tudo se resolve em menos de cinco minutos. Para essa primeira parte do processo você precisa levar o seu passaporte e o comprovante de quitação da taxa da DS-160. Muita gente marca a CASV no mesmo dia da entrevista. Isso fica a seu critério. Vale lembrar que a CASV, diferente do consulado, também atende aos finais de semana, quando as filas são ínfimas.
CASV - Rio de Janeiro: Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (Foto: O Globo)

CASV – Rio de Janeiro: Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (Foto: O Globo)

Depois da fase do CASV, você está “credenciado” para a temida entrevista no Consulado Americano. No Brasil existem consulados no Rio de Janeiro, em São Paulo, Recife e Brasília. Foi anunciado há pouco tempo que Porto Alegre vai receber um consulado americano em 2017.

A mais importante de todas as dicas: MANTENHA A CALMA. Respire fundo. Mantenha a calma mesmo. A gente ouve um milhão de histórias sobre os momentos que antecedem a entrevista nas temidas cabines consulares, porém, tente abstrair. Leia um livro. Na área de espera do consulado no Rio de Janeiro – e imagino que isso se repete nos outros – existe um display com revistas. Pegue uma e vá se ocupar. O uso do celular não é permitido, aliás, você não vai nem conseguir entrar no consulado com ele. Portanto, “cabeça vazia é playground do demônio”, já dizia a minha avó. Vá se ocupar. Respire fundo.

  1. Chegue com 15 minutos de antecedência. Não é necessário mais que isso.
  2. Ao chegar ao consulado, você pode deixar lá fora o seu celular e bolsa. Existem guarda-volumes que cobram por volume que estiver com você, mas guardam os seus pertences com responsabilidade. Se você não confia, vá sem celular e sem seu Apple Watch ou outro Smartwatch no seu pulso.
  3. Entrando no consulado, você passa por uma primeira revista e segue em direção à identificação. Ali, um funcionário do consulado americano vai solicitar que você coloque o seu passaporte aberto na página em que está a foto, colado no vidro. Depois, ele deve solicitar que você coloque seus quatro dedinhos numa leitora.
  4. Feita a identificação agora você para uma área de espera. São bancos enormes que parecem de igreja onde as pessoas vão se acomodando em ordem de chegada. Essas filas ficam completamente lotadas e elas vão sendo chamadas para seguirem para uma segunda fila. Essa é a fila que fica em frente aos guichês onde ocorrem as entrevistas.
  5. É nessa hora que a cabeça da gente começa a trabalhar. Quando você está nessa fila em forma de serpentina, você consegue ver e acompanhar o atendimento dos agentes consulares. No Rio de Janeiro, eram oito cabines disponíveis. Era possível perceber quem estava saindo feliz e os que estavam saindo chateados. Você na hora começa a se ligar e deseja aquela cabine com a mulher simpática que está aprovando todo mundo. Mas, de acordo com a Lei de Murphy, você vai cair justamente na cabine que você não quer.
  6. Não se desespere. É agora que você tem que manter a calma. Tente se lembrar o motivo da sua viagem: o turismo e os gastos no país que você está querendo entrar. Tente respirar fundo. Não demonstre nenhum tipo de desconforto. Lembre-se: você está sendo vigiado desde o momento em que você entrou no consulado.
  7. Seja cordial com o agente consular. Bom dia, boa tarde são primordiais para se começar uma conversa. Porém, não é necessário se alongar e perguntar sobre a mãe do sujeito. (Brincadeira!).
  8. Seja objetivo nas suas respostas. Não aumente as respostas. Se perguntarem para onde vai, diga a cidade – ou as cidades. Não se esquecendo que ele já sabe, só quer a sua confirmação do que está escrito no seu DS-160. Ele pode jogar com você e te fazer cair num erro muito comum: o cansaço. Como pode tudo se resolver rapidamente.
  9. Fique preparado com seus documentos na pastinha. Mas não é necessário oferecê-los. Caso o agente consular queira verificar alguma informação, ele vai solicitar. Atenda-o prontamente.
  10. Se o teu inglês é bom, use-o. Na maioria das vezes, o agente consular pode te perguntar se você fala inglês. Não se acanhe diante das duas situações: diga que sabe, já respondendo em inglês, ou diga que não fala. Isso não é constrangimento algum. Bobagem dizer que falar inglês vai chamar a atenção do cônsul para algo mais suspeito. Fale inglês se você achar conveniente.
  11. Se o seu visto for aprovado, o cônsul não vai entregar o seu passaporte. Ele ficará disponível para você em dois dias úteis na CASV, o local onde você foi primeiramente para tirar a foto e também para registrar suas impressões digitais. Se você escolheu a entrega no seu endereço, pode demorar um pouco mais para chegar pelo Correio.
  12. Caso seu visto não seja aprovado, reveja sua DS-160 e tente novamente a seu tempo. Não existe um prazo para que as pessoas façam uma nova solicitação de visto americano. Porém, cada tentativa vai lhe custar os U$160 e também muita paciência.

É isso! Depois de ter o visto aprovado é só partir para o abraço. É hora de emitir as passagens, começar a contagem regressiva para a sua saída rumo aos Estados Unidos.

 

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