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Dani Visco: arte em movimento e um só pensamento

A comunhão perfeita do corpo e a mente em foco perfeito para a composição do ator em qualquer obra em cena. Assim é Dani Visco!

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Dani Visco
Dani Visco

Dani Visco

O corpo. O movimento. A vida em pequenos detalhes no palco. O ator tem o corpo como ferramenta de transmissão, de comunicação, de protesto, de informação. O corpo. O toque. A respiração.

De volta às aulas de corpo, percebo a importância de estar sempre em dia. Sempre em movimento. Movimentos simples no compasso, no ritmo ou nem sempre.

Estar num palco dançando, se movendo, se comunicando. É mágico. Daniela Visco tira da gente o que há de mais incrível: a vontade de se superar, sem se machucar, respeitando os limites e fazendo acreditar que é possível.

Com o currículo recheado de grandes trabalhos, Dani é uma vitoriosa e divide suas conquistas com seus alunos. Procurando depoimentos de pessoas que trabalharam com ela, apesar de Nelson Rodrigues dizer que “toda unanimidade é burra”, nesse caso, a frase não condiz com a verdade. Todos dizem são unanimes sobre o encontro espiritual que tem com essa mulher.

“A Dani Visco trabalhou a parte corporal, que acabou me dando uma aula de espiritualidade. Foi uma preparação muito vasta e diferente. A Dani trabalhou a energia das cenas”, disse Déborah Secco sobre a preparação para o aclamado “Boa Sorte” onde interpreta uma portadora de HIV que acaba conhecendo o que é o amor durante um período muito triste da vida.

“A Dani proporcionou um encontro comigo mesmo”, eu diria a qualquer publicação que me perguntasse sobre a minha preparação como ator. Tive essa oportunidade. Estou tendo novamente. E estou aproveitando. É mágico. É mítico. É incrível!

Ela traz essa força, a proposta, de lá do cantinho em que ela se refugia. Ninguém sabe como e ao mesmo tempo é como se entendêssemos cada palavra, cada sensação vivida por ela.

Dani Visco consegue tirar da gente o mais alto poder de concentração, envolvimento em sala de aula, de forma que ninguém se dispersa e mantém a vibração como se fossem vários corpos e uma só mente.

Vale a experiência. Quando se tem um mestre que tem amor, paixão pelo que faz e entende que aquela sabedoria toda precisa ser dividida, o resultado é o verdadeiro aprendizado e, mais importante, paz.

Namastê!

Dani Visco com Monica Burity e Paula Águas na 10ª edição do projeto Sesc Solos de Dança. (Foto: Bruno Veiga)

Dani Visco com Monica Burity e Paula Águas na 10ª edição do projeto Sesc Solos de Dança. (Foto: Bruno Veiga)

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Oscar 2015: Um breve resumo num comentário de Facebook

O que eu vi, como me comportei e o que eu achei da cerimônia do Oscar. Curto e grosso, simples e de fácil digestão, como num comentário no Facebook.

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Alejandro Iñarritu recebe prêmio de melhor filme por "Birdman" (Divulgação)
Alejandro Iñarritu recebe prêmio de melhor filme por "Birdman" (Divulgação)

Alejandro G. Iñarritu recebe prêmio de melhor filme por “Birdman” (Divulgação)

Eu assisti ao Oscar na noite deste domingo (22) e, ao contrário de muitos jornalistas e colunistas brasileiros, gostei do que vi. Mais pela cerimônia bem amarrada do que pela performance do host, o ator Neil Patrick Harris.

Ele mandou super bem no Tony, gosto dele fazendo como na abertura, mas a cerimônia privilegia o espetáculo. Por outro lado, acho que a questão da falta das piadinhas mais fortes e coisas do tipo – o que acontecia nas enfadonhas cerimônias protagonizadas pelo chato Billy Cristal nos anos 90 (tentaram ressuscita-lo em 2012 mas não deu muito certo) – é justamente por conta da globalização do evento.

Antigamente as piadas eram feitas só pra americano entender. Hoje, com internet, ficou tudo muito mais fácil. Eu curti o Neil lá. Fiz um comentário num post do meu amigo Jeff Benício sobre o Oscar e faço questão de reproduzi-lo aqui. Acho que resume muito bem o que eu vi, o que senti e o que eu acho que foi mal e foi bem.

“Não assisti com tradução simultânea porque perde a graça. O Neil é foda… a Gaga me surpreendeu. Jennifer Hudson me emocionou. John Legend também. Chorei com o elenco de Selma. Jared Letto tava muito ano passado. Matthew Mcconaughey me passou a impressão de que realmente não curte desodorante e fica com cheiro “natural” pra sempre…

Os prêmios foram OK. Surpreendeu Whiplash, não curti o Michael Keaton fazendo o tipo: “sou foda” na plateia, teve que engolir o Eddie Redmayne, fofo e emocionado. Juliane Moore é uma fofa e uma das minhas mais bacanas entrevistadas de todos os tempos – olho no olho e um puta sorriso.

Patricia Arquette também me emocionou, mas ela esqueceu que prêmios como ator e atriz coadjuvante tem um tempinho maior pra falar, me catapultou praquelas cerimônias que a orquestra começava a tocar alto em cima do vencedor. Deixaram ela falar tudo!! O Alejandro González Iñárritu mereceu, o Sean Penn é que foi um grosso e estupido ao perguntar quem deu o green card para o mexicano, não pegou bem.

Sobre mais um Oscar que bateu na trave para o Brasil? Puxa… Eu já sabia. Citizen Four foi quase um prêmio de protesto. Errou foi a tiazinha que fez o filme naquele vestido de bolinhas ridículo que até o Neil comentou!!! hehehehehe”

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O dia em que fui parar no hospital: não estamos sós!

Síncope convulsiva… essa foi o resultado de muito estresse e da busca pela alegria. Mudança de vida à vista. Amigos, profissão e a volta por cima.

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Meu amigos me visitando no hospital

Eu pensei que esse dia estava longe de chegar. Confesso que, aos 38 anos, já me preparava para estar mais ligado à área de saúde por conta da idade que vem chegando. Sexo continua sendo o mesmo, ok. Mas atividade física, alimentação, tudo isso muda.

O dia em que fui parar no hospital começou, acredito eu, dias antes. Estive no Paraná, conversando com a minha mãe e comentei que não estava num clima muito bom de vida. Passar a vida sempre ativo, trabalhando, fazendo e acontecendo e, de repente, de uma hora pra outra, você se vê impotente, sem ação e parado… não é fácil.

Esses, com toda a certeza, são os responsáveis pelo dia em que eu fui parar no hospital. Comentei com minha progenitora que não estava me sentindo bem nessa situação, que estava pensando em voltar para o Paraná. Largar tudo. Recebi um não como resposta e uma injeção de ânimo como de praxe nessas conversas com minha mãe.

Depois de um tempo sem fazer absolutamente nada, apenas escrevendo meus textos – com menos frequência aqui para o site e mais frequência para a coluna no Terra, que é o que me mantém vivo e dentro do meio – voltaram os eventos da TV Globo.

Na terça-feira (08) aconteceu a gravação do especial do Rei, Roberto Carlos. Na área da imprensa tivemos uns comes e bebes – sem álcool – de primeira. Comi umas quatro porções de risoto. Na real, mini-porções. No dia seguinte, senti que aquele banquete não tinha me caído bem.

Ao sair de casa, depois de – mesmo mal – ter tomado um café, passei na farmácia e comprei uma Eparema. Tomei e tudo melhorou no estômago. Ótimo. A gravação do “Caldeirão” foi bacana. Reencontrei meu ex-chefe. Confesso que tive todos os tipos de sentimentos durante a gravação. Conheci alguém que me fez muito bem. E estava feliz. Feliz por estar no Projac, feliz por estar produzindo, feliz por estar me sentindo útil.

Depois de me despedir de todos, deixei o coleguinha Patrick Monteiro no terminal do Rio Centro. Foi quando uma tristeza muito forte me acometeu. Junto com ela, veio uma vontade incontrolável de chorar. Chorei. Antes um pouco disso, dessa sensação, um terço do meu olho esquerdo parece ter ficado em still. A imagem chegava até ali e como num efeito digital ela parava. Eu tapei o olho… o outro estava em perfeita função. Minha visão periférica tinha dado tilt.

Segui dirigindo pela rua do Rio Centro onde fica o tal terminal em que deixei o Patrick. Quando veio o sentimento de tristeza. O que aconteceu depois? Não sei.

Tive um lapso de memória. Um black out. Só recobrei os sentidos na Av. das Américas, quando os anjos do SAMU estavam me tirando do carro para me encaminhar para a ambulância. Segundo o relato deles mesmos, os frentistas viram o caro embicando no canteiro central da Av. das Américas e o motorista – no caso, eu – convulsionando.

Ao ouvir essa palavra, “convulsionando”, imaginei o pior. Logo senti minha língua toda dolorida… foi mordida. Estava com hematomas. Aos poucos fui entendendo tudo aquilo. Queria voltar para o meu carro. Os paramédicos não deixaram. Me perguntaram meu endereço, meus documentos, outras informações que consegui repassar sem atropelos. Mas ainda não conseguia me lembrar e me colocar naquela cena.

Não sei onde o carro parou e nem como parou. Até hoje não sei mesmo como ficou o carro naquela avenida por onde passam milhares de carros e ônibus do BRT.

O giroflex, os frentistas, alguns curiosos… as pessoas queriam saber o que estava acontecendo. Não sei como meu carro parou. Pediram as chaves. Eu dei a alguém que o estacionou no posto de combustíveis. Me devolveram as chaves. Os médicos queriam me levar para o Lourenço Jorge. E dois deles, percebendo que eu estava recobrando a consciência, perguntaram a possibilidade de me deixar em outro hospital, o que foi prontamente negado. São normas.

Com o balançar da ambulância, o estômago se transformou em protagonista. E eu pedi o baldinho. Naquele momento, coloquei o risoto, o pão que comi no Projac, o refrigerante e o meu café da manhã todo pra fora. Minha pressão estava altissima e foi baixando. Foi um alívio.

Consegui retomar a minha respiração. Consegui recobrar um pouco a consciência, mas a memória ainda não havia voltado completamente. Perguntas simples sobre de onde estava vindo e se eu usava drogas, ainda eram difíceis de responder. Naquele momento, pensava no que estava acontecendo sem entender ao certo ainda o que se passava. A cabeça estava bastante confusa.

Hoje, passados alguns dias, ainda não me lembro dos nomes da equipe que me atendeu. Eu fazia um certo esforço pra me comunicar da melhor maneira possível. Era difícil. Depois, fizeram um “acesso” com facilidade, minha veia estava ali para que começasse a entrada do soro já que eu estava muito desidratado.

Quando me encontraram no carro, eu não havia me urinado, mas estava suando muito. Pressão na estratosfera. Me lembro de ver alguns homens que logo identifiquei como sendo dos bombeiros. Eles perguntavam algo numa língua que eu não reconhecia.

Pensando em algo incrível: do Rio Centro até a Estação Interlagos, onde fui encontrado, é um trajeto e tanto. Não me recordo de nada. Relendo o texto que retomei há alguns dias, me lembro sim da extrema tristeza. Me lembro da falha na visão periférica, mas não me lembro do carro em movimento, do retorno e nem do momento em que minha vida parou.

Ao chegar no Lourenço Jorge, já rindo de algumas piadas dos paramédicos – que eu acho que faz parte para manter o paciente vivo – eu teria dispensado a cadeira de rodas. Mas ao me levantar veio a tontura. Entrei na cadeira de rodas e fiquei aguardando o chamado para que fosse liberado a minha transferência para o Barra D’Or.

Liguei para o Guilherme Costa. Meu amigo para todas as horas possíveis! Ele prontamente veio ao meu auxilio e me internou no outro hospital. Um leito no CTI de Neurologia me esperava. Minha vida parou mais uma vez. O que eu fazia naquele lugar? O que havia acontecido comigo? Entreguei meu celulares, meus pertences e me vi ali apenas com uma camisola de frente única – bem estranha, por sinal – e pessoas sendo monitoradas. A vida sendo vista em números e sons.

Logo me deu sono. Chegaram as primeiras lembranças: o Projac, o Rio Centro… Sono! Durante um período interminável de minutos – que não sei precisar o quanto – as pessoas me acordavam para me dar remédios, medir a pressão, furar o meu dedo, retirar sangue… Um médico veio conversar comigo e consegui contar algumas coisas sobre aquela noite.

Meu amigos me visitando no hospital

Meu amigos me visitando no hospital: gente do bem, fazendo o bem. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida, pode crer!

No dia seguinte, ainda no CTI, café da manhã, sorrisos das enfermeiras que brincavam comigo. Urinar no tal do “pato” era um suplício. Eu era o único paciente que se movia, conversava e podia sair da cama para tal façanha. Os médicos passavam e nada descobriam nos exames preliminares.

Ressonância magnética com e sem contraste, tomografia computadorizada, ecocardiograma, ecografia, ultrassonografia e até punção da coluna acabou rolando em busca de respostas. Nada! No terceiro dia fui transferido para o quarto. Algo simpático onde eu podia ter acesso ao computador e começar a escrever esse texto… falar com os amigos, recebê-los com mais tranquilidade. Contar isso que estou contando aqui.

Mas e o resultado, a investigação? O que aconteceu comigo? Foi um aviso do tempo? Afinal, um mês antes havia completado meus 38 anos. Os médicos chegaram a conclusão de que se tratava apenas de um “aviso” de estresse. Um choque de sensações: o estresse causado pelo meu dia-a-dia e a alegria de estar no Projac num momento de extrema satisfação, vivendo – mesmo que na plateia – um momento e uma situação que amo, a televisão.

Dois meses após o episódio algumas reflexões: sim, eu não estou só. Eu não vou desistir. Eu vou conseguir. Eu preciso me esforçar. Eu sei que eu posso!

Obrigado por quem rezou, por quem ficou na torcida. Estou bem. Estou feliz. Estou ainda na mesma situação de antes: somente como colunista do Terra e sem trabalhar no que amo: na televisão. Mas eu posso, vai acontecer, já está acontecendo e eu consigo.

Valeu! Duas datas pra comemorar: 08 de novembro e 10 de dezembro. Duas chances com 38 anos separando uma da outra. Por isso, só agradeço: Obrigado, meu Deus.

Laudo da Alta Hospitalar com o resultado preliminar de todos os exames que eu fiz.

Laudo da Alta Hospitalar com o resultado preliminar de todos os exames que eu fiz.

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Aguinaldo Silva e a chave do sucesso de “Império”

Todos os personagens de Império em torno de uma única história: a do comendador José Alfredo.

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Aguinaldo Silva e Rogério Gomes, o Papinha: autor e diretor de Império

Aguinaldo Silva e Rogério Gomes, o Papinha: autor e diretor de Império

Reviravoltas. Histórias quase inverossímeis mas que são possíveis de acontecer sim. Tudo muito bem amarrado com um elenco que faz qualquer um acreditar que estão todos lá, perambulando pelas ruas do Rio de Janeiro.

Assim é “Império”. Seis meses em três dias e tudo muito bem explicadinho. Um troca-troca de atrizes sem alterar o rumo de uma trama desenhada desde o início e que prende, inebria e, como na música, entontece às vezes por conta das idas e vindas das personagens.

Aguinaldo Silva deve ser tratado como um gênio da dramaturgia dos tempos modernos. Quem teria a ideia de transformar a vilã – que tinha uma aceitação incrível como Nazaré Tedesco, por exemplo – na versão mais jovem dela mesma por conta dos problemas de saúde da grande profissional que estava dando vida à personagem?

Alexandre Nero disse que parecem ideias saídas da cabeça de Lewis Carrol. Poderia! Mas é da cachola de Aguinaldo Silva. Um anel, uma morte fingida, uma herdeira bastarda, uma situação de homofobia que acaba se misturando com a trama principal. Não existem histórias paralelas e muito menos concorrentes, existe apenas uma história: a do homem de preto que criou um “Império”.

É como naqueles novelões dos anos 80 em que no final todos os personagens se cruzavam. Lorraine já esteve na mansão da imperatriz. O amacio dela é funcionário da Império, a fábrica de joias da família. Te faço um desafio: qualquer personagem que você citar vai ter uma conexão com o comendador. Esse é o mote de Aguinaldo. Todos em torno do assunto principal.

Por isso, todos querem saber o que vai acontecer nos capitulos decisivos, na reta final. Pode-se esperar o vazamento de tramas paralelas, mentirosas, pra desviar a imprensa e gerar surpresa. Porque Aguinaldo Silva é assim!!!

Como ele disse na coletiva de imprensa, ele está cumprindo o prometido: um novelão!

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