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“Sexo e as Negas”: muito barulho por algo de primeira

Quando alguém resolve retratar a realidade sofre com processos e agressões gratuitas. “Sexo e as Negas” é bem feitinho e mostra a vida como ela é: aqui, ali ou em Cordovil.

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Cena do primeiro episódio de "Sexo e as Negas" (Divulgação / TV Globo)
Cena do primeiro episódio de "Sexo e as Negas" (Divulgação / TV Globo)

Cena do primeiro episódio de “Sexo e as Negas” (Divulgação / TV Globo)

Muito se falou. Muito se fez antes mesmo do produto entrar no ar. Bastou colocar “Sexo” no título e juntar com “negas” que as discussões se acaloraram. Aí, põe assinando tudo isso Miguel Falabella, o responsável por um dos personagens mais preconceituosos e hilários da tv brasileira: Caco Antibes, do “Sai de Baixo”. Pronto! Ingredientes perfeitos para gerar pré-polêmica.

A série “Sexo e as Negas” veio pra mostrar que é muito mais que um título em tom de prosódia e homenagem ao grande “Sex and the City”. Como disse Karin Hils aqui no site: “É uma série naturalista”. Exatamente! Algumas pessoas se identificaram com uma das protagonistas deixando o baile funk pra cuidar da neta que já estava quase lá. Coisas que acontecem nas comunidades. Sexo nos bastidores do teatro? Quem nunca? E aquela manjada no cara do metrô/trem?

Tem uma série dos anos 2000, essa de outra minoria, “Queer as Folk”, que abre com um texto muito bacana que faço questão de reproduzir aqui:

– É, tudo gira em torno de sexo. Aliás, dizem que homens pensam em sexo a cada 28 segundos. Isso se forem heteros, pois os gays pensam a cada nove. Você pode estar no supermercado, na lavanderia ou então comprando uma camisa fabulosa quando de repente se dá conta em estar olhando para um cara gostoso. Mais gostoso do que aquele que viu no fim de semana passado ou enquanto estava indo para casa na noite anterior.

Todos pensamos em sexo, nem todo mundo faz, mas já fez. A série de Miguel Falabella tem uma direção muito bem marcada por Cininha de Paula, Charles Davez e Hsu Chien e muitos clichês, assim como a série americana. Colocar personagens masculinos falando que “homem só vai preso quando fica devendo pensão pra mulher e por isso elas logo querem um filho” é também despertar a ira da mulherada. Mas, muitos homens pensam assim. Uma gaúcha tradicional vivendo em Cordovil – que ainda não mostrou todo o preconceito “encruado” nela – é a única personagem que pode despertar uma fúria no povo do sul. Pode crer que vai chover de cartas na Globo, gaúchos querendo boicotar a emissora por não se sentirem representados. Todos devem ter gostado de ver Alessandra Maestrini, em pleno calor do subúrbio carioca, de chimarrão em punho e honrando as tradições, não é? Quero ver nos próximos episódios.

Teve a realidade do jogo do bicho que é algo que acontece às claras, os bailes das comunidades, o problema das favelas e comunidades, a discussão sobre mobilidade – quando uma delas diz: “prefiro qualquer lata velha que andar de trem”, logo na sequencia se justifica o aperto dentro de um dos vagões.

Miguel jogou limpo. Apesar das cenas sensuais, nada foi gratuito. Tudo tinha um contexto. Se a série é “Sexo e as Negas”, lá estavam as protagonistas flertando com o vendedor de carro que era “desprovido de atributos”, com o maquinista do teatro, com o cara da lotação… e o sexo rolando de forma natural. Em uma das cenas poderia ter tido muito “peitinho de fora”, não se viu. As cenas entre Karin e Rafael foram com uma luz muito bonita e muito bem dirigidas.

E esse foi só o começo. O produto é de primeira: produção, caracterização, produção de arte, locações sensacionais, cidade cenográfica bastante crível – você não sabe o que é externa e o que é Projac – e edição impecável. Ah! Sem falar no clipe final com “As Marvelettes”. No Rio bateu nos 18 e em São Paulo, 14. Líder absoluta no horário.

Agora, quem viu preconceito, racismo, depreciação da mulher… vá procurar um tanque de roupa pra lavar e deixa tudo como está, pode ser?

Elenco de "Sexo e as Negas" durante a coletiva, no Projac

Elenco de “Sexo e as Negas” durante a coletiva, no Projac

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Como a reforma tributária de Trump pode impactar os imigrantes indocumentados

Crianças indocumentadas não poderão mais receber os créditos gerados pela declaração de imigrantes que possuem ITIN.

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DA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DA NBC – A reforma tributária aprovada pela Câmara e agora pelo Senado incluem benefícios ligeiramente mais generosos para os pais americanos. A menos que seus filhos sejam imigrantes indocumentados.

Atualmente, os não-cidadãos que pagam impostos usando um Número de Identificação do Contribuinte Individual, ou ITIN, podem solicitar o crédito fiscal para crianças, o que dá mais de US$ 1.000 por criança menor de 17 anos. No ano fiscal de 2013, de acordo com o Government Accountability Office, 4,4 milhões de declarantes do ITIN alegaram créditos fiscais para crianças no valor de US$ 6 bilhões.

Segundo as versões da Camara e do Senado do projeto fiscal republicano, quem possui ITIN – a maioria dos indocumentados – precisariam fornecer números de Social Security para cada criança para reivindicar a parte reembolsável do crédito, que entra quando o crédito excede responsabilidade fiscal total do depositante.

A versão do Senado exigiria um número de Seguro Social para o crédito regular também.

De acordo com Samantha Vargas Poppe, do grupo de advocacia latino UnidosUS, a mudança vai impactar diretamente milhões de crianças indocumentadas. Mas isso poderia também alcançar os nascidos cujos irmãos não-cidadãos já não são elegíveis para o crédito. Esse impacto na renda afetaria toda a família.

“Esses créditos mantém essas pessoas longe da linha da pobreza”, diz Poppe.

“Isso aqui não é um lugar para a aplicação da imigração. São apenas crianças”.

Os imigrantes indocumentados e seus empregadores pagaram cerca de US$ 13 bilhões em impostos sobre folha de pagamento em 2010, o ano mais recente para o qual a Administração da Segurança Social divulgou números. Muitos também pagam impostos sobre a segurança social, impostos sobre vendas e impostos sobre a propriedade, mas não são elegíveis para a maioria dos programas federais, incluindo Social Security, Medicare, Medicaid ou subsídios para os benefícios da Lei de Affordable Care.

Para os cidadãos dos EUA, a conta da Câmara aumenta o valor do crédito fiscal para crianças de US$ 1.000 a US$ 1.600. A lei do Senado dobra-o para US$ 2.000. Ambas as contas aumentam o limite de renda no qual os contribuintes serão elegíveis para reivindicá-lo.

Além disso, o projeto de lei da Câmara reforça as regras do Crédito Tributário de Ganho de Renda, de tal maneira que os imigrantes cobertos pelo DACA não poderão mais receber o crédito quando a autorização de trabalho expirar.

A administração Trump anunciou em setembro sua decisão de encerrar o programa, o que significa que esses imigrantes perderão seu status protegido nos próximos anos, a menos que o Congresso intervenha.

O projeto da Câmara também exigiria um número de Social Security para o Crédito Tributário (American Opportunity Tax Credit), que vale 2.500 dólares anualmente para os primeiros quatro anos de despesas de educação superior. Em 2013, os depositantes do ITIN reivindicaram US$ 204 milhões através deste crédito.

O projeto de lei do Senado não altera esses créditos.

Os conservadores há muito buscam essas restrições, o que eles dizem serem necessárias para se proteger contra a fraude fiscal.

O Centro de Estudos de Imigração também argumentou que permitir que os imigrantes indocumentados recebam créditos fiscais reembolsáveis ​​viola as disposições das reformas de bem-estar de 1996 que proíbem os imigrantes indocumentados de receberem mais benefícios federais.

Luke Messer, um representante republicano de Indiana, introduziu uma legislação que eliminaria a elegibilidade do crédito fiscal para filho de depositantes do ITIN no início deste ano.

“Não podemos continuar a recompensar as pessoas que vêm ilegalmente para o nosso país, enquanto aqueles que trabalham duro e lutam pelas regras, lutam para avançar”, disse ele em um comunicado de imprensa em outubro, em prol da inclusão do projeto de lei em medidas de reforma tributária.

Os democratas e uma longa lista de grupos de defesa dos direitos dos imigrantes se opuseram contra a medida, dizendo que aumentará a pobreza infantil.

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Amazon estaria com um pezinho na indústria farmacêutica

A empresa tem tido conversas com empresas do seguimentos e estaria com uma estratégia pronta para atuar.

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DA REDAÇÃO – Uma das maiores empresas de varejo do mundo está querendo entrar para a indústria farmacêutica. The Verge informa que a Amazon está numa conversa de alto nível com a representantes da industria farmacêutica no que diz respeito a prescrição de medicamentos.

Uma fonte anônima disse que a Amazon tem tido conversas regulares com Mylan e The Sandoz. Uma nota do banco Leerink confirma que o encontro entre as duas companhias aconteceu realmente. Tanto a Mylan quando a The Sandoz são grandes empresas da indústria de medicamentos genéricos.

Esta é a primeira vez que a Amazon expressa o interesse em entrar na área da saúde. No início do ano, surgiram informações de que ela estaria contratando pessoal para ajudá-la a entrar no ramo de seguro de saúde, e a companhia teria uma licença para vender equipamentos médicos.

As primeiras notícias não deixam claro qual seria o verdadeiro ramo de atuação da Amazon. É possível que ela vá trabalhar como a venda de “atacado” de medicamentos, vendendo em grande quantidade para empresas ou simplesmente como uma loja de varejo.

A entrada da Amazon na indústria de planos de saúde poderia ocasionar algumas mudanças na área. Afinal de contas, a companhia mexeu com as lojas tradicionais de varejo e as livrarias, mas representantes da Sandoz dizem que não esperam que a Amazon cause algum impacto significativo no negócio.

Outras empresas são céticos sobre a entrada da Amazon nesse ramo.

Na mais recente convenção da Forbes Healthcare, o CEO da Walgreens, Stefano Pessina, disse que acredita que as regulações e a complexidade da indútria farmacêutica podem ser muito maiores dos que a Amazon possa imaginar.

“Eu acredito que eles não vão entrar numa indústria tão complicada como a nossa indústria”, disse Pessina. “Eu acredito que no final eles vão usar a tecnologia deles num outro caminho”, finalizou.

As informações são da Digital Trends.

 

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Homem com tatuagem “Não ressuscitar” entra no ER. Médicos de Miami não sabiam o que fazer!

A tatuagem era realmente a representação do que o paciente deseja? Isso é legalmente correto? O caso foi publicado numa revista médica.

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Foto do paciente com a tatuagem assinada pelo paciente. (Reprodução)

MIAMI, FL – Os médicos de Miami se viram numa situação ética bem fora do comum quando um homem inconsciente foi trazido até a emergência com as palavras “Não Ressuscitar” tatuada no peito.

O homem de 70 anos foi levado meses antes ao Jackson Memorial Hospital, onde os médicos fizeram a descoberta: a tatuagem parece ser o último desejo dele. A palavra “não” estava sublinhada e a tatuagem incluía uma assinatura.

Isso deixou a equipe médica em uma “sinuca de bico” com questões médicas, éticas e legais.

A tatuagem era realmente a representação do que o paciente deseja? Isso é legalmente correto? Eles deveriam honrar esse aviso?

O caso veio à tona com detalhes na edição desta quinta-feira (29) do “New England Journal of Medicine”, que deixou os medicos com ainda mais questões.

“Essa tatuagem desse paciente trouxe muito mais confusão do que clareza, deixando todos preocupados sobre a legalidade e também a crença de que essas tatuagens podem representar lembranças permanentes de arrependimentos feitas em momentos em que a pessoa estava intoxicada”, diz o texto do autor no jornal.

Gregory Holt, o autor do texto, disse em uma entrevista que “muita gente da área deve ter feito muita piada sobre uma possível tatuagem como essa, e quando você finalmente vê uma, é tanta surpresa e choque na sua cara! E aí, o choque pega você de novo porque você tem que realmente pesar à respeito disso e tomar uma decisão!”

Holti disse que o paciente, que tem um histórico de doença pulmonar, vivia com um serviço médico em domicílio mas ele foi encontrado drogado e inconsciente em uma rua e levado até o Jackson Memorial.

Ele chegou sem identificação, sem familia ou amigos e não havia nenhuma forma de dizer aos médicos se ele queria viver ou morrer. Holt disse que o paciente tinha uma infecção que o levou a um choque séptico, causando falha de alguns órgãos e queda extrema da pressão sanguínea.

Quando a pressão dele começou a cair, os médicos da emergência chamaram Holt que é especialista em doenças pulmonares – e eles, primeiramente, concordaram em não seguir o que estava dizendo a tatuagem, “invocando o princípio de não escolher algo irreversível quando existe ainda exista ainda uma incerteza”, disse o médico no estudo do caso.

Eles deram injeções intravenosas com antibióticos e medicação para a pressão sanguínea para dar mais tempo à eles decidirem sobre a questão de vida ou morte.

A equipe colocou uma máscara de ar no homem mas lutaram muito para ligá-lo ao respirador artificial.

“Nós temos um homem que não pode falar”, disse Holt ao The Washing Post, “e eu realmente queria falar com ele para saber se a tatuagem realmente refletia o que ele queria como seu último desejo”.

O estado da Flórida requer que ordens para não reanimar o paciente seja impressa num papel amarelo e assinada por um médico. Por conta disso a equipe médica chamou um consultor especialista em ética para discutir os aspectos legais da tatuagem.

Segundo Holt, o especialista determinou que os médicos não deveriam ser tão pragmáticos e poderiam presumir que a tatoo seria sim uma reflexão apurada sobre os últimos desejos do paciente.

Assim, os medicos seguiram a ordem de DNR (Do Not Resuscitate) do paciente que morreu na manhã seguinte. “Ele parecia muito sério sobre isso. Mas também parece que ele não acreditava muito que isso um dia fosse responsável por definir o seu fim de vida. Pra mim, isso significa que precisamos de um sistema melhor”, concluiu Holt.

“Um sistema para que as pessoas realmente consigam deixar claro seus desejos – e se esses são realmente os seus desejos – assim nós não vamos fazer coisas erradas para eles numa emergência, como quando um homem como esse chega no ER inconsciente”, finalizou.

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