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Miguel Falabella diz que não liga de ser censurado em “Sexo e as Negas”

Mesmo o produto sendo exibido às 23h ainda tem coisas que não podem ser exibidas na Globo

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Miguel Falabella conversa com a imprensa no lançamento de "Sexo e as Negas"
Miguel Falabella conversa com a imprensa no lançamento de "Sexo e as Negas"

Miguel Falabella conversa com a imprensa no lançamento de “Sexo e as Negas”

Foram mais de dez minutos de conversa franca que Miguel Falabella teve com a imprensa no lançamento da série que ele assina, “Sexo e as Negas”. Inspirado descaradamente em “Sex and the City”, a série seria também recheada de muita sensualidade, realidade – o que pode ser traduzido em vocabulário mais baixo das personagens do subúrbio – e também polêmica. Mas Miguel faz questão de deixar claro que os tempos são outros. “Estamos em tempos politicamente corretos. Estou fazendo uma ginástica. Tem coisas cortadas. A TV é aberta, poderia estar fazendo em TV a cabo. Foi uma escolha minha. A gente não deixa de dizer as coisas. Não precisa se dizer literalmente. Para bom entendedor meia palavra basta. E eu gostaria que o público pensasse. Não quero mastigar tudo para o público não. Vamos pensar!”, explica o autor.

Sobre a questão da censura dentro da TV Globo – o que pode e o que não pode ser exibido passa por uma avaliação da alta cúpula – Miguel diz que é sempre “o advogado das suas causas”. Nem sempre dá para ganhar, mas na maioria das vezes ele briga pra manter a forma e a característica do produto que está produzindo. “Eu não sou uma pessoa extremamente censurada porque eu sou brigão. Quando eu quero eu advogo e muitas vezes eu ganho… ganho a causa. Mas algumas vezes eu não ganho. Faz parte do jogo. Eu acho que maturidade é isso. É você entender de que forma você cria dentro de uma empresa e como você lida com todas as engrenagens da empresa de forma agradável, civilizada”, pondera.

Já nos primeiros episódios de “Sexo e as Negas” rolaram cortes. Como na fala da personagem de Karin Hils. Segundo Miguel, a fala franca da mulher dizendo que é ela quem comeu o homem e não o contrário, apesar do horário de exibição – na faixa das 23h – não foi aprovada.

“Eu escrevi coisas que foram cortadas. Mas cortar não me faz mal, não. Simplificam Machado de Assis. Vocês podem imaginar o que é cortar o DNA de um povo? Pelo amor de Deus!! Machado de Assis é jogar na lixeira o que nós somos como povo. Então, vou me preocupar com isso?”, finaliza.

Ouça a entrevista na íntegra de Miguel Falabella no lançamento de “Sexo e as Negas”.

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Mister Catra é a fonte inspiradora de Ailton Graça em “Totalmente Demais”

A diferença entre Catra e Florisval é que o personagem de Ailton Graça tem poucos filhos, mas muitas mulheres.

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Ailton Graça e Humberto Martins. (Divulgação/TV Globo)
Ailton Graça com as "esposas" Carolyna Aguiar e Aline Borges (Divulgação/TV Globo)

Ailton Graça com as “esposas” Carolyna Aguiar e Aline Borges (Divulgação/TV Globo)

Ele é definido na sinopse como “mulherengo e é considerado do Don Juan do subúrbio”. Assim é a apresentação de Florisval, personagem de Ailton Graça em “Totalmente Demais“, a nova novela das sete da TV Globo.

Florisval é o motorista de Carolina, a personagem de Juliana Paes que é diretora da revista que dá nome à novela. Porém, a história de Florisval gira em torno das quatro mulheres que ele mantém. Ailton Graça, em conversa com o site, conta que a grande inspiração é no Mister Catra.

“São quatro mulheres. Na verdade, todas são oficiais. Ele é vulnerável. Tem como grande Deus dele o Mister Catra. Ele segue os passos do Catra é um homem de família. Tem filhos com a personagem da Malu Galli, a Rosângela. As outras mulheres chegam na vida dele e ele se envolve, não é só sexual”, conta o ator.

E vai ainda mais longe: “Algumas mulheres gostam de amantes, outras gostam de flores, então… Florisval nelas!”, brinca.

“Ele vai morar em Curicica e leva as mulheres para morar com ele. Por ser motorista, sempre tá desfilando com os carros da Carolina na comunidade. A chefe sempre cede algumas roupas de algum desfile para o Florisval. Então, não é um cara que se veste mal, que cheira mal. Ele tá sempre muito bem amparado”, defende.

Porém, normalmente o que tem se visto na teledramaturgia é que personagens como mordomos, motoristas e seguranças, sempre roubam a cena por conta de um detalhe: a proximidade com o protagonista e seus segredos.

“Ele escuta muitas conversas dentro do carro. Essas conversas podem render alguma coisa lá na frente. Mas a Carolina é muito parceira dele, né? Quando ele vai preso quem vai defender ele é a Carolina. Ela é meio que um anjo da guarda que soca, esmurra, briga. Mas ele está lá para serví-la”, comenta Ailton.

Para compor o personagem Ailton participou da preparação com Eduardo Milevicz, um dos preparadores mais requisitados pelos diretores e autores para a pré-produção de novelas na TV Globo. Foram 60 dias de convivência entre atores, diretores e os preparadores de elenco.

“Foi uma preparação maravilhosa. O Milevicz fez uma preparação que trouxe uma novidade, que vem do cinema, que vem do teatro. É uma soma de outras informações que eu acho que nosso universo não dá pra gente trabalhar. A gente teve um treinamento muito sério com o Milevicz. Tivemos uma antecedência muito grande pra isso. Muita coisa que a gente tá vendo que faz parte desses exercícios que a gente vem fazendo”, explica.

“Isso possibilita um avanço artístico. A gente quer correr risco, podemos ousar um pouquinho mais”, complementa sobre a importância dos workshops e as imersões que são proporcionadas pelos preparadores.

Ailton, que foi palhaço de circo durante muito tempo, não consegue deixar de fazer piada. Dessa vez ele aproveita o seu último papel em “Império“, quando interpretou a divertida Xana Summer.

“Gosto de Xana, continuo gostando de Xana. O personagem continua na mesma batida, continuo gostando de Xana e continuo vivendo Xana!”, brinca num trocadilho infame.

Ailton Graça e Humberto Martins. (Divulgação/TV Globo)

Ailton Graça e Humberto Martins. (Divulgação/TV Globo)

 

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Globo estreia versão brasileira do quadro “Undercover Boss” no “Fantástico”

No quadro, conhecido mundialmente, um executivo se disfarça de funcionário e vive entre seus empregados durante uma semana.

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Max Gehringer (Divulgação/TV Globo)

UndercoverBoss

Um empresário se disfarça para passar uma semana no meio de seus funcionários. Ele é um executivo de uma empresa e tem por objetivo saber o que acontece no dia a dia da companhia. Em uma semana ele consegue apontar erros, reconhecer e recompensar a dedicação e competência de alguns trabalhadores além de conhecer de perto o “modus operandi” do seu negócio.

Esse é o formato do “Undercover Boss”, criado na Inglaterra e que já foi exportado para mais de 200 empresas de 13 países. Ele chega agora ao “Fantástico”, da TV Globo, já no próximo domingo, dia 13.

A apresentação será de Max Gehringer que está acompanhando a adaptação do projeto desde o ano passado. “O funcionário de qualquer empresa sempre tem uma grande história. A série permite que o principal executivo da empresa desça, ouça essas histórias e faça algo pelas pessoas. Espero que este projeto incentive às empresas a melhorar o diálogo entre todos os níveis de uma corporação”, opina Max.

Batizado de “Chefe Secreto”, o quadro terá duas temporadas de quatro capítulos cada. Durante a semana em que o executivo está trabalhando como funcionário da empresa, ele pode atuar em diferentes setores. As regras são claras e simples. O chefe passa a receber ordens, tem que se comportar como os outros colegas de trabalho: se eles usam transporte público, ele deve usar, bem como se adaptar a questão da alimentação e levar marmita, caso essa seja a forma que os funcionários comem no trabalho.

A produção da TV Globo garante que ninguém sabe que se trata de um programa de televisão, que tudo é muito bem organizado. Os colaboradores devem receber a recomendação das chefias para orientar e dar tarefas para o “novato”.

No primeiro programa o diretor administrativo de uma fábrica de geradores vai até o Projac para se disfarçar como novo funcionário. Depois, ele é inserido na operação da fábrica durante uma semana. “Nós conseguimos conhecer com muito mais profundidade a operação, nos proporcionou uma visão mais realista do negócio”, atesta o diretor depois da experiência.

A versão americana da série foi exibida pelo GNT e pelo Fox Life, mas o Brasil é o primeiro país da América Latina a produzir a sua própria versão. Nos Estados Unidos, a CBS está exibindo a sétima temporada da série com sucesso absoluto.

O “Fantástico” vai ao ar logo depois do “Domingão do Faustão”, na Globo.

Max Gehringer (Divulgação/TV Globo)

Max Gehringer (Divulgação/TV Globo)

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“A Regra do Jogo” empolga na estreia e apresenta as aguardadas novidades da dramaturgia da Globo

Giovana Antonelli roubou a cena no primeiro episódio e Alexandre Nero apresentou um novo personagem que promete muitas emoções em A Regra do Jogo.

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Romero Rômulo em "A Regra do Jogo" (Divulgação/TV Globo)
Alexandre Nero é Romero Rômulo (Divulgação/TV Globo)

Alexandre Nero é Romero Rômulo (Divulgação/TV Globo)

O primeiro capítulo de uma novela é, como bem colocou o expert em dramaturgia brasileira Nilson Xavier, um cartão de visitas da trama. Mas a aparência nem sempre significa eficiência. Basta analisar um passado recente: a novela Babilônia. Um início magnífico e depois uma história completamente desencontrada.

A euforia pela estreia de “A Regra do Jogo” era muito grande. “Do mesmo autor de ‘Avenida Brasil'”, bradava as chamadas para a trama que teve o ponta pé inicial dado na noite desta segunda-feira (31/08).

Ágil e com muitas novidades, “A Regra do Jogo” empolgou. Alguns sites deram que pode se tratar da “pior estreia de novela das nove de todos os tempos”. Vamos voltar ao mesmo assunto: isso não quer dizer muita coisa. A novela herdou uma aversão deixada pela antecessora, portanto, existe todo um trabalho de “reconquista” do público do horário.

Deixando os dados de lado: tudo o que se viu foi a cara do autor. Giovana Antonelli já ganhou um fã clube com a sua tresloucada Atena. Ela foi a fábrica de memes do momento no Twitter com frases de efeito e momentos hilários e tensos. Facilmente se entendeu o nome da novela.

Giovana Antonelli posa com Neymar Junior durante as gravações de "A Regra do Jogo" (Divulgação/TV Globo)

Giovana Antonelli posa com Neymar Junior durante as gravações de “A Regra do Jogo” (Divulgação/TV Globo)

Com um início a la Quentin Tarantino, com um título a cada capítulo, a novela apresentou as tramas de seus personagens principais. Diferente de “Avenida Brasil”, ficou mais nítido a presença de “A Favorita”, outro sucesso de João Emanuel Carneiro, com personagens que até os 45 minutos do segundo tempo – mas já no primeiro capítulo – não era possível saber qual era a sua índole.

Alexandre Nero deixou de lado o Imperador e alguns quilinhos e embarcou na tal dubiedade de Romero Rômulo. Um “herói” que está mais para bandido e que terminou o primeiro capítulo mostrando que vai dar muito trabalho.

Impossível não estar em cena com a “caixa cênica” de Amora Mautner quando se via uma triangulação incrível entre Cauã Reymond, Cássia Kis Magro e Vanessa Giácomo. Aliás, enquadramentos diferentes do que o telespectador está acostumado a ver, uma edição extremamente ágil com cortes que lembram exatamente a necessidade de observação de quem está no sofá transformam a novela numa grande diversão.

Cauã Reymond é Juliano (Divulgação/TV Globo)

Cauã Reymond é Juliano (Divulgação/TV Globo)

Na sequência do roubo ao banco, no centro do Rio de Janeiro, a inovação aconteceu quando a trama assumiu a própria TV Globo como emissora dentro da obra de ficção. Deu credibilidade e um pouco de estranheza. Porém, essa prática é normal em vários filmes americanos onde os âncoras da CNN, Fox News e outros canais de renome mundial, emprestam a sua credibilidade para a ficção. É isso que ajuda e muito dar mais credibilidade à série “House of Cards”, por exemplo, quando todas as emissoras de televisão americanas participam dos debates e das notícias que envolvem os escândalos de Frank Underwood e companhia.

O que se vê é que os autores estão ficando especialistas na arte do “clif hanger”, quando uma informação nova é deixada no ar no final de um episódio para atrair a curiosidade e a atenção do telespectador para o próximo capítulo. É um convite para se descobrir qual é a regra do jogo. Será que vale tudo?

Vamos aguardar e ver como a nova novela se desenvolve.

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