“The Book of Mormon”: humor ácido, brasileiro e profissional

Alunos da UniRio e UFRJ mostram que o Brasil é um celeiro de grandes astros, estrelas e profissionais das artes.

, da redação do PS paulosergio Publicada no dia 21/07/2014 às 12:52 Atualizado às 12:54 do dia 21/07

The Book of Mormon: última semana em cartaz na Cidade das Artes

The Book of Mormon: última semana em cartaz na Cidade das Artes

Quem não quer alcançar a glória e o reino dos céus? Todos que acreditam num Deus superior, numa força maior. Mas o assunto aqui não é sobre religião e sim sobre arte. Arte feita por experts que dedicaram parte da vida para estar num palco e ser ovacionado por quase mil pessoas extasiadas com a qualidade do espetáculo produzido por eles. Estou falando da montagem elogiadíssima de “The Book of Mormon”, que encerra na semana que vem a 5ª temporada na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

O musical faz parte da vida dos alunos da UniRio e da UFRJ que, como o protagonista Hugo Kerth disse ao final da apresentação, se prepararam para estarem ali por sete anos. Rubens Lima Junior transforma os estudantes em astros da Broadway. Mas o principal trabalho foi a atualização de uma obra idealizada pelos malucos criadores do “South Park”. A peça original estava cheia de indicações à cultura americana com piadas que só eles entenderiam. Outro detalhe: falar da cultura Mormon é falar da cultura americana. E esse também foi um grande desafio.

Rubens conseguiu. Recebeu aplausos de grandes astros do teatro brasileiro como Fernanda Montenegro, que fez questão de ver a montagem. De 84 alunos, 23 foram os escolhidos para fazerem história. O politicamente incorreto com criticas – inclusive à “defesa do Brasil na Copa” vindo da boca do diabo, ou ao “3G da TIM”, que teve aplausos em cena aberta – e também com luz, cenário, figurinos e caracterização dignos de qualquer super produção. E a orquestra? O que dizer daqueles alunos todos reunidos para celebrar a arte?

Saí do teatro com o sentimento de que é possível fazer arte no Brasil. Que a alma é lavada a cada aplauso, cada riso, gargalhada ou grito de “bravo”. Indico, recomendo. A entrada é franca e é necessário chegar com bastante antecedência à Cidade das Artes para enfrentar fila. Como este é o último final de semana, espere uma disputa acirrada pelos assentos de ouro da Grande Sala do lugar.

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